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Table of Contents
PERCEPÇÃO
Th. Stcherbatsky. BUDDHIST LOGIC. VOL. I
MUNDO SENSÍVEL
PERCEPÇÃO SENSORIAL
- A crítica budista à definição essencial das coisas estabelece que nenhuma essência pode ser expressa, sendo todo conhecimento conceitual apenas relacional e definido negativamente por exclusão
- A tradição aristotélica e os realistas indianos são mencionados ao defenderem essências como “fireness”.
- A definição de algo como “não-não” exemplifica o método dialético negativo.
- O nominalismo budista (apoha) é indicado como fundamento dessa abordagem.
- A divisão fundamental do conhecimento em direto e indireto constitui a base da epistemologia budista, sendo percepção e inferência definidas por exclusão mútua
- Dignāga é mencionado ao distinguir percepção (direta) e inferência (indireta).
- A sensibilidade é definida como não entendimento, e o entendimento como não sensibilidade.
- O conhecimento direto é caracterizado como não-construtivo.
- A percepção é definida como cognição não-construtiva, isto é, um primeiro momento puro de sensação distinto de qualquer elaboração conceitual
- Dharmottara é citado ao afirmar a obviedade da percepção como apreensão direta.
- A definição é estabelecida negativamente por exclusão de interpretações errôneas.
- Dignāga e Dharmakīrti são mencionados como formuladores dessa caracterização.
- A análise da percepção distingue rigorosamente sua função de indicar a presença do objeto da função da imaginação que constrói sua imagem
- O objeto da percepção é o particular (svalakṣaṇa).
- A percepção apenas assinala presença, sem qualificação.
- A construção da imagem é atribuída a uma operação subsequente.
- A percepção consiste em sensação seguida de concepção, sendo apenas o primeiro instante considerado percepção propriamente dita
- O momento inicial é descrito como núcleo sensorial puro.
- Os momentos posteriores são mnemônicos e conceituais.
- A relação temporal “seguido de” é central para a definição.
- A realidade do instante de pura sensação é defendida como condição transcendental de todo conhecimento, embora não seja representável empiricamente
- Dharmakīrti propõe um experimento introspectivo.
- Entidades metafísicas são rejeitadas como inacessíveis.
- A sensação pura é descrita como limite mínimo da realidade cognitiva.
- O experimento introspectivo demonstra a distinção entre sensação pura e imagem conceitual ao suspender toda atividade mental discursiva
- A observação de um campo de cor é usada como exemplo.
- A incapacidade de nomear durante a sensação indica ausência de conceito.
- Bergson é mencionado em analogia com esse experimento.
- A sequência cognitiva descrita mostra a passagem da sensação pura à nomeação e ao juízo, evidenciando a natureza mnemônica dos conceitos
- Kamalaśīla descreve o surgimento progressivo de qualificações.
- A atenção é indicada como fator de transição para o conceito.
- A percepção inicial é caracterizada como totalmente indeterminada.
- A distinção entre percepção e ilusão estabelece que a percepção válida deve ser não-ilusória, embora o conceito de ilusão possua múltiplos sentidos
- Dharmottara critica a redundância da definição.
- Distingue-se entre ilusão transcendental e empírica.
- O exemplo da visão dupla por doença ocular é apresentado.
- A introdução da não-ilusão visa garantir o contato com a realidade última na sensação pura, distinguindo-a das construções subjetivas
- A sensação pura é descrita como não-subjetiva.
- Conceitos e inferências são considerados ilusórios transcendentalmente.
- A distinção reforça o caráter não-construtivo da percepção.
- O debate sobre a inclusão da não-ilusão na definição revela divergências entre Dignāga e Dharmakīrti quanto ao estatuto da percepção
- Asaṅga é mencionado como introdutor do termo.
- Dignāga o rejeita por redundância e ambiguidade.
- Dharmakīrti o reintroduz para lidar com casos de ilusão.
- A crítica de Dignāga mostra que a ilusão pertence ao intelecto e não à sensação, pois toda ilusão implica julgamento conceitual
- O exemplo da árvore aparentemente em movimento é citado.
- O julgamento “árvore em movimento” é atribuído ao intelecto.
- A sensação pura é considerada livre de erro.
- A generalização do conceito de ilusão inclui não apenas erros empíricos, mas toda a cognição conceitual como ilusão transcendental
- Exemplos como miragem, inferência e memória são incluídos.
- A totalidade do conhecimento empírico é considerada ilusória.
- A percepção pura permanece como núcleo não ilusório.
- Dharmakīrti distingue entre ilusões do intelecto e ilusões sensoriais, sustentando a necessidade do critério de não-ilusão na definição
- O exemplo da corda confundida com cobra é atribuído ao intelecto.
- A visão dupla persistente é atribuída aos sentidos.
- Sonhos e alucinações são mencionados como casos relevantes.
- A conclusão estabelece que os sentidos não julgam, mas podem influenciar o erro ao afetarem o entendimento em condições anormais
- A posição é comparada à de Kant.
- A distinção entre sensibilidade e entendimento é reafirmada.
- A ilusão surge da interação defeituosa entre ambos.
- A teoria amplia o conceito de intuição para além da sensação, incluindo formas mentais e intelectuais de conhecimento direto
- A percepção é redefinida como intuição em geral.
- A intuição inteligível é atribuída ao santo.
- A cognição humana comum é descrita como limitada.
- A noção de sensação mental introduz um momento intermediário entre sensação pura e conceituação, explicando a colaboração entre sentidos e entendimento
- O segundo momento da percepção é comparado a uma “sensação inteligível”.
- Dignāga é citado ao abolir o sexto sentido tradicional.
- A percepção resulta da sequência sensação — atenção — conceito.
- A intuição inteligível do santo é apresentada como conhecimento direto absoluto, livre das limitações da sensibilidade e da construção conceitual
- A omnisciência é atribuída a essa forma de intuição.
- A imaginação é descrita como ilusão transcendental.
- O contraste com a cognição humana limitada é enfatizado.
- A tese da autoconsciência universal afirma que toda cognição é simultaneamente consciência de si mesma, sendo a consciência auto-iluminadora
- Dharmakīrti afirma que toda consciência é autoconsciência.
- A metáfora da lâmpada é utilizada.
- A negação do “sexto sentido” e da alma substancial é reiterada.
- A autoconsciência é estendida a todos os fenômenos mentais, incluindo sentimentos e volições, caracterizando a consciência como intrinsecamente reflexiva
- A percepção de um objeto implica percepção dessa percepção.
- A consciência é definida como autoevidente.
- A distinção entre consciência e processos inconscientes é rejeitada.
- A crítica às escolas realistas e sāṅkhya reafirma que a consciência não depende de uma alma substancial, mas constitui o próprio campo da experiência
- O conceito de alma como substância é rejeitado.
- O modelo triádico sujeito-orgão-objeto é criticado.
- A consciência é apresentada como fluxo autossuficiente.
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