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islamismo:tusi:cjnt:6

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ṬŌSĪ, Moḥamad ben Moḥamad Naṣīr al-Dīn; JAMBET, Christian. La convocation d’Alamût: somme de philosphie ismaélienne. Lagrasse Paris: Verdier Unesco, 1996.

Capítulo Seis — Da matéria

  • O termo “matéria” — hayula — é formado de duas expressões árabes: hayu, que significa “preparação”, e ula, que significa “primeira”, compondo assim “a preparação primeira”, entendida como aptidão, isto é, o que pode receber algo e que conviria a algo.
    • Trata-se de uma etimologia fantasiosa: o árabe hayula é uma transcrição do grego hyle
    • A matéria se diz em quatro sentidos: a matéria primeira, a matéria universal, a matéria da Natureza e a matéria da arte — hayula-ye awwal, va hayula-ye koll, hayula-ye tabi'at, va hayula-ye sana'at
  • A matéria da arte consiste em algum corpo no qual uma operação possa ser executada, como o carpinteiro que utiliza a madeira, o ferreiro o ferro, o tintureiro o índigo.
    • Nenhum subtópico adicional necessário para este parágrafo
  • A matéria da Natureza são os quatro Elementos do mundo, dos quais a Natureza universal produz formas diferentes — minerais, vegetais e animais — do mesmo modo que o artesão constrói formas e instrumentos diferentes a partir de seus materiais.
    • A Natureza universal opera sobre os quatro Elementos tal como o carpinteiro opera sobre a madeira, o ferreiro sobre o ferro e o tintureiro sobre o índigo
  • A matéria universal é o Corpo absoluto, que se estende do céu supremo até o centro da terra, e no qual a Alma universal, à maneira de um artesão, opera sobre o mundo elementar — o mundo da geração e da corrupção — em vista das realidades elementares.
    • A Alma universal opera no conjunto dos corpos do mundo corporal
  • A matéria primeira é dita uma substância simples porque a sensibilidade não pode apreendê-la, sendo ela a existência e unicamente a existência — va an wojud ast va bas.
    • A ipseidade das coisas é tal que cada existente possui uma certa existência pela qual é existente
    • Trata-se de uma existência que afeta o conjunto dos existentes, que antecipa a essência respectiva dos existentes e que está em relação com toda a matéria de cada um
    • A matéria lenhosa, por exemplo, antecipa a essência respectiva de todos os instrumentos e de todas as coisas em madeira, e está em relação com cada matéria de cada um
    • Em termos gerais, qualquer que seja a ipseidade, a quantidade, a qualidade etc., para cada um, é a existência e o ato de ser
  • Quando a ipseidade é o receptáculo da quantidade, o Corpo universal torna-se visível, pressupondo três dimensões: comprimento, largura e profundidade.
    • Quando a quantidade torna-se o receptáculo da qualidade, o Corpo é particularizado pela triangularidade, a quadratura, a redondeza etc.
    • A matéria é por isso chamada uma substância passiva — jawhar-e monfa'eli, cf. Aristóteles, Metafísica, lambda, 3, 1070a, 7 sq.
    • Ela não entra, por si, em nenhuma atividade e não está em ato sob nenhuma forma antes de ser ligada a outra realidade
    • Sua função consiste em receber o conjunto das formas que efundem sobre ela
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