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ṬŌSĪ, Moḥamad ben Moḥamad Naṣīr al-Dīn; JAMBET, Christian. La convocation d’Alamût: somme de philosphie ismaélienne. Lagrasse Paris: Verdier Unesco, 1996.
Capítulo Sete — A Natureza universal e o Corpo universal
- Quando a Alma universal se moveu em direção à perfeição, a origem desse movimento foi a Natureza universal e a origem da recepção desse movimento foi o Corpo universal, sendo a Natureza universal uma das potências da Alma universal, da qual o conjunto dos seres espirituais neste mundo são as particularizações.
- A necessidade para a Alma de mover-se em direção à perfeição implica que a origem do primeiro movimento seja a Natureza primeira, e a origem da recepção do primeiro movimento seja o Corpo primeiro
- Os seres espirituais são designados pelo termo ruhâniyât — anjos que regem toda realidade apta a perdurar na existência, mais especialmente os anjos que fazem mover as esferas celestes
- Diz-se que nenhuma das realidades sensíveis pode existir sem que um anjo a acompanhe — conservando e organizando sua existência
- Diz-se que com cada gota de chuva vem um anjo: a gota cai da nuvem ao mesmo tempo em que toma uma forma que lhe convém, de modo que suas componentes não se dispersam no ar e ela atinge seu fim
- Esses seres espirituais que conservam a quididade das coisas chamam-se anjos
- Assim como uma pedra lançada ao ar retorna naturalmente ao seu lugar próprio quando a força que a projetou se esgota — e essa força que a reconduz ao seu lugar natural chama-se um anjo —, os existentes corporais, desde a esfera envolvente até o limite extremo do centro da terra, permanecem em seus lugares naturais respectivos segundo uma ordem precisa.
- O motor do conjunto dos corpos é o Imperativo divino — que Ele seja exaltado —, presente por mediação da Alma universal em cada corpo e em cada natureza, na medida em que essa natureza é o princípio do movimento dos corpos
- Como esses corpos particulares que surgiram do Corpo universal são tais que a cada um corresponde uma natureza particular, é necessário que ao Corpo universal corresponda uma Natureza universal
- O Corpo universal é a esfera das esferas, de modo que sua natureza é a Natureza universal
- O Corpo universal não poderia receber os influxos da Alma universal sem mediação, e essa mediação será uma potência tal que, acrescentando-se à essência corporal, seja a potência da Natureza universal
- Os corpos abaixo do céu da Lua se repartem em duas categorias: os corpos simples — fogo, ar, água e terra — e os corpos compostos — minerais, vegetais, animais e homens
- A potência da Natureza universal age em todos os corpos e começa por pôr cada um em movimento para, ao fim, conduzi-lo ao repouso — tal é a ordenação do Todo-Poderoso, do Onisciente
- É necessário que haja uma alma para que a Inteligência lhe dê forma, uma natureza para que a alma lhe dê movimento e repouso, e um corpo para que a natureza lhe confira a perfeição segunda do mover e da recepção das operações, fazendo-o aparecer na hierarquia do ser segundo a vontade de Deus — que Ele seja exaltado — e a bondade de Sua assistência
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