User Tools

Site Tools


Action unknown: copypageplugin__copy
taoismo:schipper:ksct:start

CORPO TAOÍSTA

SCHIPPER, Kristofer Marinus. Le corps taoïste: corps physique, corps social. Paris: Fayard, 1982.

Nota do autor na edição inglesa

  • O taoísmo ainda vive, ainda que diante de muitas adversidades, permanecendo parte da vida cotidiana do povo chinês sem um perfil claramente definido; para explorá-lo, é preciso levar em conta todos os seus componentes — os que dizem respeito ao corpo físico tanto quanto os relacionados ao corpo social —, ou seja, considerar não apenas as técnicas de Cultivo da Vida e o Caminho dos Imortais, mas também a liturgia, a mitologia e o misticismo taoístas, todos esses aspectos estreitamente relacionados entre si no taoísmo, ainda que por vezes pareçam discrepantes.
  • O taoísmo é um tema vasto e pouco conhecido, difícil de apreender em sua totalidade, e a tentativa de fazê-lo é motivada pelo estado atual da compreensão da China no Ocidente: muito se escreveu sobre a história oficial, o imperador e os mandarins de outrora, e as repúblicas revolucionárias dos tempos modernos — mas há também o lado não oficial da China, muito menos divulgado: a sociedade das pessoas comuns, as culturas regionais e locais, os templos e redes.
    • Esse lado da China — que representa a vasta maioria de seus cidadãos — não é apenas o das “massas camponesas ignorantes e supersticiosas”, como quer a propaganda oficial; a sociedade popular tem tradições de crença e culto profundamente enraizadas, fortes e ardentes o suficiente para ter sobrevivido às mais violentas perseguições.
    • O taoísmo popular conserva suas montanhas sagradas, seus festivais, seu teatro e, acima de tudo, seu tesouro literário, do qual o Cânone Taoísta é o exemplo mais importante — a religião popular chinesa pode assim ser considerada como o contrapeso da cultura e das ideologias oficiais da China.
  • As fontes da obra são duplas: de um lado, a literatura taoísta tal como foi preservada no Cânone Taoísta e em outros lugares; de outro, o trabalho de campo realizado como pesquisador da École française d'Extrême-Orient de 1962 a 1970 na cidade de Tainan (Taiwan) e nas aldeias circundantes — e tanto quanto possível procurou-se expressar nessa obra as ideias dos mestres taoístas daqueles anos, em vez das próprias.
    • Desde então, tornou-se novamente possível fazer pesquisas sobre o taoísmo no continente chinês, o que permitiu confrontar as descobertas de Taiwan com as circunstâncias ali encontradas; embora as diferenças materiais sejam consideráveis — havia outrora mil templos em Pequim, hoje restam apenas alguns poucos —, em muitos, senão em todos os aspectos, a religião permaneceu essencialmente a mesma, de modo que as informações da obra, com exceção das variações locais, são válidas para a China em geral.
    • Os agradecimentos são dirigidos ao professor Norman Girardot, da Universidade Lehigh, pelo interesse demonstrado e pelas providências tomadas para a publicação nos Estados Unidos; a Karen Duval, que fez a primeira versão inglesa do texto; a Pamela MacFarland e Frits Staal, que auxiliaram nas revisões; aos editores e funcionários da University of California Press; e especialmente a Nomi Isak Kleinmuntz pelo meticuloso trabalho de revisão final.
taoismo/schipper/ksct/start.txt · Last modified: by 127.0.0.1