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RENOU

Louis Renou (1896–1966)

Obras Fundamentais de Filologia Védica e Gramática Sânscrita

  • RENOU, Louis. Grammaire sanscrite. 2 v. Paris: Adrien Maisonneuve, 1930. (Edição definitiva refundida em volume único: Paris: Adrien Maisonneuve, 1961).
  • RENOU, Louis. Grammaire de la langue védique. Lyon; Paris: Éditions IAC, 1952. (Collection Les Langues du Monde).
  • RENOU, Louis. Études védiques et pāṇinéennes (EVP). 17 t. Paris: Éditions E. de Boccard, 1955–1969. (Publications de l'Institut de Civilisation Indienne).
  • RENOU, Louis. Vocabulaire du rituel védique. Paris: Klincksieck, 1954. (Collection de Philologie Védique, v. 1).
  • RENOU, Louis. Terminologie grammaticale du sanskrit. 3 v. Paris: Honoré Champion, 1941–1942. (Bibliothèque de l'École des Hautes Études, fasc. 280-282).
  • RENOU, Louis; WACKERNAGEL, Jacob. Altindische Grammatik: Introduction générale. Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 1957.

Traduções Filológicas Críticas e Coleções Canônicas

  • RIG-VEDA. Hymnes spéculatifs du Véda. Traduits du sanskrit et annotés par Louis Renou. Paris: Gallimard, 1956. (Collection Connaissance de l'Orient, n. 3).
  • RENOU, Louis (Dir.). Les Upanishad: Texte sanskrit et traduction. 16 v. Paris: Adrien Maisonneuve, 1943–1959. (Série monumental de traduções críticas das Upaniṣads maiores, dirigida por Renou com a colaboração de Jean Filliozat, Olivier Lacombe e Anne-Marie Esnoul; Renou traduziu pessoalmente a Kena, a Kaṭha e a Bāṣkalamantra Upaniṣad).
  • PĀṆINI. La Grammaire de Pāṇini (Aṣṭādhyāyī). Texte sanskrit, traduction française avec extraits des commentaires traditionnels par Louis Renou. 3 v. Paris: Klincksieck, 1948–1951. (2. ed.: 2 v. Paris: École Française d'Extrême-Orient, 1966).
  • KĀLIDĀSA. Le Raghuvamça (La Lignée de Raghu). Traduit du sanskrit par Louis Renou. Paris: Paul Geuthner, 1928.

Monografias sobre Civilização, Filosofia e Religiões da Índia

  • RENOU, Louis; FILLIOZAT, Jean. L'Inde classique: Manuel des études indiennes. 2 v. Paris: Payot, 1947–1953. (Reedição: Paris: Adrien Maisonneuve; École Française d'Extrême-Orient, 1985–1996).
  • RENOU, Louis. Les Littératures de l'Inde. Paris: Presses Universitaires de France, 1951. (Collection Que sais-je?, n. 475).
  • RENOU, Louis. Religions of Ancient India. London: Athlone Press; University of London, 1953. (Jordan Lectures in Comparative Religion).
  • RENOU, Louis. Le Destin du Véda dans l'Inde. In: Études védiques et pāṇinéennes, Paris, t. 6, p. 1-95, 1960. (Monografia autônoma seminal publicada em inglês como: The Destiny of the Veda in India. Delhi: Motilal Banarsidass, 1965).
  • RENOU, Louis. L'Ésotérisme védique. Paris: Cahiers du Sud, 1949.

Traduções Principais em Línguas Ibéricas

  • RENOU, Louis. El hinduismo: Los textos, las doctrinas, el culto. Traducción de Joaquín Rovira. Buenos Aires: Editorial Universitaria de Buenos Aires (EUDEBA), 1960.
  • RENOU, Louis. La literatura sánscrita. Traducción de Juan Mascaró. México: Breviarios del Fondo de Cultura Económica, 1954.
  • RENOU, Louis; FILLIOZAT, Jean. La India clásica: Manual de estudios indios. Selección y notas al español. Madrid: Editorial Gredos, 1975.
  • RENOU, Louis. O hinduísmo. Tradução de Maria Leonor Loureiro. Lisboa: Edições 70, 1983.
  • RIG-VEDA. Hinos especulativos do Rig Veda. Apresentação filológica a partir da tradução de Louis Renou. Rio de Janeiro: Editora Renascença, 1968.

Eixos da Contribuição de Louis Renou

  • O Cume da Filologia Védica Ocidental: Titular da cátedra de Língua e Literatura Sânscrita na Sorbonne e diretor de estudos na École Pratique des Hautes Études, Renou é considerado o maior sanscritista e vedista francês do século XX. Sua obra monumental em 17 volumes — os Études védiques et pāṇinéennes (EVP) — realizou a tradução anotada e o desmonte gramatical, poético e semântico de quase a totalidade dos hinos do Ṛg Veda, superando os reducionismos naturalistas e as conjecturas do século XIX através de uma adesão milimétrica à linguística interna dos próprios videntes védicos (ṛṣis).
  • A Hermenêutica da Charada Védica (Brahmodya): Renou demonstrou que a linguagem dos hinos védicos mais arcaicos não se reduz a liturgia mecânica ou prece pastoral ingênua, mas articula-se em torno do conceito de brahman entendido primitivamente como a “palavra em enigma” ou a fórmula críptica pronunciada nos torneios sacrificiais (brahmodya). O sacerdote ou poeta que decifrasse as conexões ocultas (bandhus) entre o som sacrificial, o cosmos e a consciência sustentava o equilíbrio ontológico do mundo.
  • O Estatuto Paradoxal do Veda (Le Destin du Véda dans l'Inde): Em um de seus ensaios mais influentes, Renou formulou a tese clássica da “presença ausente” do Veda na história indiana. Demonstrou que, enquanto as escrituras védicas são universalmente veneradas por todas as escolas ortodoxas como a autoridade infalível suprema (Śruti), o conteúdo textual, sacrificial e mitológico do próprio Veda foi amplamente esquecido, ignorado e substituído na prática cotidiana pelos cultos purânicos, pelo tantrismo e pelo Vedānta medieval. O Veda funcionou historicamente menos como um código doutrinário ativo e mais como um símbolo inviolável de legitimidade tradicional.
  • A Restituição da Ciência Gramatical Indiana (Vyākaraṇa): A tradução integral comentada da monumental gramática de Pāṇini (a Aṣṭādhyāyī) e a obra em três tomos sobre a Terminologie grammaticale du sanskrit situaram Renou como pioneiro na compreensão da sofisticação da linguística antiga da Índia. Demonstrou aos linguistas modernos europeus que os gramáticos hindus do século IV a.C. já haviam formulado métodos de análise morfofonêmica, regras de derivação algébrica e teoria do significante que antecipavam em milênios a linguística estrutural ocidental de Ferdinand de Saussure e Noam Chomsky.
  • A Enciclopédia L'Inde classique: Em colaboração com Jean Filliozat, construiu o mais exaustivo manual de referência dos estudos indianos já redigido em língua ocidental, cobrindo com rigor as fontes epigráficas, manuscritos, sistemas filosóficos, astronomia, direito tradicional (Dharmaśāstra) e cosmologias do subcontinente, estabelecendo as balizas científicas das quais a indologia contemporânea continua tributária.
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