====== Número de ouro ====== //Le Nombre d'or (1931)// Talvez a principal obra de Ghyka, que é na verdade uma continuação ampliada de seu livro "ESTÉTICA DAS PROPORÇÕES NA NATUREZA E NAS ARTES". Nesta obra ímpar nos oferece uma visão majestosa da tradição das matemáticas e da geometria antigas, e suas influências no pensamento e na arte do Ocidente. Ghyka aporta sua contribuição à percepção dos conceitos e dos invariantes lógicos e afetivos que foram as ideias-mentoras do Ocidente, como as de: Número, Ritmo, Proporção e Harmonia. A partir desta conceituação elabora com rigor geométrico um culto à Beleza das Formas. Começando pelo Ritmo, Ghyka evoca as similitudes da forma e ritmo entre a vida e a matéria não organizada, expõe uma nova teoria sobre os traçados arquitetônicos egípcios, gregos e góticos, e define e analisa as diferentes categorias do ritmo considerado como expressão estética, examinando ritmos irreversíveis, que se desenvolvem no tempo (música, poesia), no espaço (arquitetura e plástica), e no domínio do reversível e do contínuo, da proporção e do ciclo criador. Em uma segunda parte, examina os Ritos, onde prova a transmissão contínua através dos séculos do símbolo pitagórico, o símbolo estrelado da divina proporção — o pentagrama — de suas variantes e dos traçados geométricos aparentados com ele. As cadeias de transmissão, não estão constituídas apenas pelas técnicas secretas dos arquitetos, mas por correntes como: cabala, magia, sociedades secretas. //(resumo adaptado da apresentação do livro)// **Carta-prefácio** **Prefácio** **Capítulo I — Do número à harmonia** * Número, relação, proporção * A doutrina pitagórica dos Números * Pitágoras, Platão e Nicômaco de Gerasa * Números puros e Números científicos * Tétrade, Pêntade, Década * O «Número da Alma do Mundo» e a teoria das correspondências harmônicas no //Timeu// * Macrocosmo e Microcosmo * A teoria harmônica da arquitetura em Vitrúvio * Analogia, simetria, euritmia **Capítulo II — A proporção divina** * Seção áurea, pentágono, dodecaedro * A seção áurea e os cinco sólidos platônicos * Equipartições cristalinas e pulsações vivas * Proporções do corpo humano **Capítulo III — Os cânones geométricos na arte mediterrânea** * As proporções na arquitetura egípcia, grega e gótica * Teorias de Hambidge, Lund e Moessel * O esoterismo geométrico dos antigos transmitido pela estética platônica **Capítulo IV — A harmonia arquitetônica e a orquestração dos volumes** * A ciência do espaço e a composição arquitetônica * Aplicação do conceito de proporção aos volumes * Teorema de Platão * Números sólidos e duplicação do cubo * As correções ópticas * Perspectivismo óptico-fisiológico de M. Borissavliévitch * Lei da analogia ou da recorrência da forma fundamental * O número, o ritmo e o rito **Capítulo V — Do ritmo à encantação** * Do ritmo puro: ritmo musical e ritmo prosódico * O ritmo prosódico como reflexo do fluxo das durações psicológicas * Encantação ritmada e catarse * Diferentes espécies de ritmo na prosódia: ritmo das durações, ritmo aritmético, ritmo tônico, ritmo do timbre * Notação de M. P. Servien para os ritmos tônicos * O número e a imagem como bases da criação poética * Da imagem à metáfora * Analogias e invariantes no domínio das ideias * Valor encantatório das palavras: palavras-harmonias e palavras-símbolos **Capítulo VI — Da encantação ao amor** * A palavra como elemento e como fator da encantação * As palavras de poder do Egito antigo * Emprego das palavras de poder e da mística pitagórica dos números na Cabala * A encantação de amor * O amor antigo e o amor gótico * Platão e Dante **Prefácio** **Capítulo I — Pitágoras** * A vida e a lenda de Pitágoras * A «Confraria» pitagórica e a liga de Crotona * A catástrofe de Metaponto * Renascimento da confraria * Platão, Arquitas de Tarento e Díon de Siracusa * A VII Carta de Platão * A regra do segredo * O pentagrama como sinal de reconhecimento dos pitagóricos * O neopitagorismo em Roma, no Egito e na Síria * A basílica pitagórica da Porta Maior * Terapeutas e essênios * O neopitagorismo alexandrino * Hermetismo, Cabala e Gnose **Capítulo II — A tocha sob o alqueire** * Transmissão da geometria esotérica pitagórica pela arquitetura e pela magia * As corporações de construtores na Antiguidade e na Idade Média * A «Bauhütte», as guildas maçônicas inglesas e o compagnonnage francês * Os sinais lapidários * Menção a Pitágoras nas cartas inglesas * O pentagrama nas rosáceas góticas * Caráter geométrico da magia europeia: os pentáculos * O pentagrama mágico * Alquimistas, cabalistas e Rosa-Cruzes * Sobrevivência das ideias gnósticas **Capítulo III — Esoterismo e política: da caverna de Platão às lojas maçônicas** * As sociedades secretas no Império Romano * Templários, jesuítas, compagnonnage * Transição da franco-maçonaria operativa para a franco-maçonaria especulativa * Transmissão contínua dos símbolos geométricos pitagóricos * Papel político da franco-maçonaria nos séculos XVIII e XIX **Capítulo IV — A ciência moderna e o retorno a Pitágoras** * Teoria dos conjuntos e teoria dos grupos * Por meio de Cantor, Einstein, Schrödinger e de Broglie, a ciência moderna realizou o ideal de Pitágoras e de Platão * O universo físico reduzido às ideias-números * A matéria como epifenômeno * O macrocosmo finito de Einstein–de Sitter **Capítulo V — Élan vital, ritmo e duração** * O espírito e o número como únicas realidades científicas * Bergson e a evolução criadora * Tempo, ritmo, duração * A Grande Aventura * Consciências coletivas e Panpsique * O porquê da harmonia cósmica **Capítulo VI — A fênix de Metaponto e o duelo dos magos** * A civilização ocidental como culminação das ideias pitagóricas * Lei do Número e lei do Amor * Luta entre a Igreja e a renovação iniciática * Tese de Isidore Lévy sobre a origem pitagórica da religião cristã * A alegoria do duelo dos magos * Conclusão {{tag>Ghyka geometria arte estética proporção matemática número}}