====== 45 CONCLUSÕES SEGUNDO TOMÁS DE AQUINO ====== //PIC DE LA MIRANDOLE, Jean. Neuf cents conclusions philosophiques, cabalistiques et théologiques. Tradução: Bertrand Schefer. 4e éd ed. Paris: Éditions Allia, 2017// - Se o Espírito não procedesse do Filho, não seria distinto do Filho. - A marcha temporal do Espírito Santo desdobra-se segundo o dom da graça gratificante. - De toda a eternidade, a existência contingente do que é, foi ou será, foi infalivelmente conhecida de Deus, porquanto foi colocada no presente de sua eternidade. - A contingência indeterminada dos futuros conhecidos de Deus é compatível com a infalibilidade da ciência divina. - Deus sabia que um acontecimento contingente, fosse qual fosse, chegaria, e que chegaria necessariamente. - Pode-se deduzir da bondade divina a razão da predestinação de uns e da reprovação de outros, e somente a vontade divina explica por que ela rejeita uns e escolhe outros para a glória. - Embora a vontade consequente de Deus se cumpra sempre, ela não impõe entretanto universalmente a necessidade às coisas queridas. - Quem tem a graça não pode, nem mesmo com relação à potência absoluta de Deus, não ser acolhido por Deus na vida eterna, e quem não a tem não pode ali ser acolhido. - A obra cumprida por uma alma formada pela caridade merece dignamente a glória eterna. - Foi possível às três pessoas divinas receber ao mesmo tempo como sujeito uma só natureza. - As virtudes morais e cardeais permanecerão em sua pátria depois da ressurreição. - A beatitude reside essencialmente no ato do intelecto. Corolário: nem o gozo, nem nenhum ato da vontade são essencialmente beatitude. - Os sacramentos da Lei Nova são causas da graça, não somente da graça necessária, mas ainda da graça eficiente. - O verdadeiro corpo do Cristo está nos Céus segundo o lugar, e sobre os altares segundo os sacramentos. - A impassibilidade dos corpos depois da ressurreição virá do pleno domínio da alma sobre o corpo. - O Cristo julgará no dia do Juízo final não somente na natureza humana, mas também segundo a natureza humana. - Embora seja possível sustentar que a criatura possa de algum modo criar, é entretanto mais razoável crer que a potência criadora não pode ser-lhe comunicada. - A eternidade é subjetivamente no anjo bem-aventurado. - Não pode haver falha voluntária, senão por uma deficiência da razão. - Pela potência de Deus, um mesmo corpo não pode estar ao mesmo tempo em vários lugares. - Não há pluralidade dos anjos sob uma mesma espécie. - Não se vê Deus em seu lugar próprio por meio de uma espécie, mas é Deus mesmo quem se aplica ao intelecto, por meio de sua própria essência, enquanto espécie inteligível. - O um não acrescenta ao ser senão a privação da divisão. - O sujeito e a impressão que ele recebe são realmente distintos. - A forma é engendrada por acidente. - O princípio de individuação é a "materia signata". - A qualidade é a mesma em número do começo ao fim da alteração. - A liberdade inteira é essencialmente na razão. - Uma resolução até a matéria primeira se produz na geração substantiva. - O ser designa imediatamente dez conceitos ligados entre eles, não porquanto são conceitos do um, mas porquanto visam o um. - Em toda criatura, a essência se distingue realmente da existência. - Para uma mesma coisa, que não é de forma alguma distinta em ato fora da alma, os contraditórios podem ser verdadeiros. - A matéria não designa nenhum ato ontológico positivo. - Nenhuma virtude moral, exceto a justiça, é/está subjetivamente na vontade. - "O homem é capaz de rir": esta proposição não pertence ao segundo modo de atribuição por si. - Dois acidentes que não diferem senão pelo número não estão no mesmo sujeito. - Os corpos pesados e os corpos leves não são postos em movimento por nenhum outro motor senão aquele que engendra ou aquele que desloca o obstáculo. - Os corpos pesados são postos em movimento mais de si mesmos do que por si mesmos. - A coisa imaginada é um agente secundário e instrumental na produção da espécie inteligível. - A dificuldade de compreender pode vir em parte do intelecto mesmo e em parte do inteligível mesmo. - As potências da alma se distinguem realmente da alma. - O metafísico não examina as quiditates no que elas têm de particular. - Que a matéria seja sem forma implica contradição. - Não se deve colocar em Deus a ideia da matéria primeira. - Não se deve admitir ideias dos gêneros (ideae generum).