===== SABEDORIA DA MAESTRIA NO VERBO DE LOT ===== //Fusus, RABW// **A Maestria como Poder Espiritual** O capítulo se preocupa com o assunto da “maestria”, termo que na língua árabe original implica posse e controle. * O que Ibn Arabi entende por maestria não é poder físico ou vital, mas sim poder espiritual, uma vez que tal poder é geralmente adquirido não no vigor físico da juventude, mas em uma idade mais avançada, quando o poder físico está declinando. * A discussão da questão da maestria, conforme ilustrada pela situação do profeta Ló, leva a mais uma exposição sobre o assunto do poder espiritual da Concentração (himmah). **A Relação entre Concentração Espiritual e Gnose (ma’rifah)** Neste capítulo, a preocupação é particularmente com a relação entre o poder da Concentração e a gnose (ma’rifah), e como a obtenção desta última restringe severamente e limita o exercício da primeira. * Em certo sentido, os dois são aspectos da realização espiritual: um dinâmico (a Concentração), o outro estático (a Gnose). * A Gnose, sendo reminiscente e centrípeta, é superior à concentração espiritual, que é criativa e cosmicamente orientada. * Os profetas relutavam em exercer sua himmah para produzir milagres com o objetivo de convencer os incrédulos a aceitar a fé porque sua gnose os tornava conscientes de que, na realidade, é somente Deus Quem guia os homens à Verdade e, além disso, que Ele o faz de acordo com Seu conhecimento das realidades, o qual é ele mesmo eternamente informado pelos arquétipos latentes dos seres criados. **A Ilusão da Autonomia Individual no Exercício do Poder Espiritual** O gnóstico percebe que não apenas o poder criativo em si, mas também o princípio da identidade consciente que o exerce, é na realidade o poder de Deus e Sua identidade. * Qualquer noção de autonomia individual ou pessoal no exercício de tal poder é inevitavelmente ilusória tanto em sua concepção quanto em seu resultado. **A Autodeterminação da Experiência Criada e do Destino** Na realidade, somos nós mesmos, como não sendo nada além, in divinis, daquilo que o próprio Deus Se conhece por Ser, quem determina a natureza de nossa experiência criada no Cosmo e o curso de nosso destino.