====== ASTROLOGIA E AS MORTES PREMATURAS ====== //[[start|LUX PERPETUA]]// ** CAPÍTULO VII — A ASTROLOGIA E AS MORTES PREMATURAS ** ** I. DOUTRINAS ASTROLÓGICAS E OPERAÇÕES MÁGICAS ** * A introdução da religião astral no mundo greco—romano estabeleceu um princípio de fatalidade que desafiava a ideia de imortalidade como recompensa à virtude. * A difusão dos cultos orientais promoveu a astrologia como explicação para todos os fenômenos naturais e eventos da existência humana. * O destino passou a ser visto como uma lei inflexível semelhante às revoluções das esferas estelares. * Manilius expressou essa visão ao afirmar que os fados regem o mundo e tudo permanece sob uma lei fixa. * O estoicismo conferiu autoridade filosófica ao dogma da necessidade irresistível ao incorporar a apotelesmática em seu sistema de pensamento. * Estabeleceu—se que o curso da vida de cada indivíduo e o momento de seu falecimento eram determinados desde o nascimento. * Sêneca sustentava que os fados nos conduzem e que a primeira hora dispõe quanto tempo resta para cada pessoa. * A crença em um destino inexorável e matematicamente rigoroso torna o culto religioso ineficaz e as súplicas aos deuses inúteis. * Considera—se impossível modificar os decretos do destino por meio de preces ou para desviar infortúnios. * Adeptos proeminentes da astrologia renunciaram a qualquer prática religiosa por considerá—las supérfluas. * Sêneca descreveu as cerimônias sagradas apenas como meios de consolo para mentes enfermas. * Suetônio mencionou que o imperador Tibério era negligente com os deuses por estar convicto de que tudo era regido pelo fado. * A dialética grega buscou formas de conciliar a fatalidade absoluta com a fé na proteção divina obtida por meio da piedade. * Houve tentativas de sustentar que almas de elite poderiam ser subtraídas à dominação da Necessidade. * Os Oráculos Caldaicos são referenciados como um exemplo dessa tentativa de fundamentar a libertação do determinismo. * O determinismo astrológico exclui a noção de responsabilidade moral e o fundamento para recompensas ou castigos após a morte. * Críticos argumentavam que se o caráter e as ações dependem da posição dos astros, não haveria mérito, vício ou virtude. * Se os indivíduos são heróis ou criminosos natos, a doutrina de uma retribuição pós—morte perde sua base lógica. * A astrologia científica formulada pelos gregos tendia a ignorar a vida pós—morte, limitando suas predições exclusivamente à existência terrena. * Os teóricos evitavam fornecer indicações sobre o destino das almas no além sob a influência das estrelas. * O abade Drioton assinalou que os presságios egípcios antigos já não contemplavam o destino dos mortos. * O ceticismo cientista dos clérigos helenistas substituía as antigas esperanças religiosas pela exaltação contemplativa do céu estrelado. * Acreditava—se que a iluminação e o contato com as divindades siderais deviam ocorrer durante a vida presente através do êxtase. * Ptolomeu expressou essa visão afirmando que ao seguir o coro dos astros sentia—se festejando com Zeus e saciando—se com ambrosia divina. * Persistiu uma doutrina divergente que sustentava a existência de sofrimentos póstumos vinculados apenas ao momento do falecimento. * Tais punições eram independentes da inocência ou culpabilidade do defunto. * Essa maldição estava ligada especificamente às mortes consideradas prematuras. * Virgílio descreveu a exclusão de certas sombras do reino infernal em sua narrativa da descida de Eneias ao mundo subterrâneo. * O herói encontrou multidões de mortos aos quais Caronte recusava a passagem pelo rio Estige. * Os insepultos eram condenados a vagar pelas margens por cem anos antes de serem acolhidos. * A realização de ritos funerários era uma crença essencial em toda a antiguidade para a entrada no mundo das sombras. * As almas de crianças falecidas precocemente foram representadas como lamentando perpetuamente no limiar do Hades. * Eneias encontrou os chamados ahoroi ou atrophoi, que emitiam um grande vagido no primeiro limiar. * O texto poético descreve: Imediatamente vozes foram ouvidas, um grande vagido e almas de bebês chorando, no primeiro limiar, as quais um dia negro levou e mergulhou em amargo funeral. * Quatro categorias de mortos por violência, denominados biothanati, aparecem igualmente excluídas da entrada principal do reino dos mortos. * A lista incluía condenados injustamente, suicidas que rejeitaram a luz, amantes perdidos por preocupações cruéis e guerreiros caídos em batalha. * A jornada de Eneias prosseguiu para a observação dos suplícios no Tártaro e da felicidade eterna nos Campos Elíseos. * Os grandes criminosos sofriam penas perpétuas enquanto os justos desfrutavam de beatitude absoluta. * As almas destinadas ao renascimento habitavam os bosques do Lete aguardando a metempsicose. * O agrupamento virgiliano associa as crianças mortas a tragédias específicas, tratando—as como um conjunto apartado das sombras comuns. * As vítimas da paixão amorosa são em parte assimiladas aos suicidas ou aos mortos por atos de vingança. * A menção aos amantes permitiu ao poeta incluir o encontro entre Eneias e Dido. * A enumeração de mortes trágicas apresentada por Virgílio é seletiva e composta para servir à narrativa poética. * Diversas outras formas de morte violenta foram omitidas para evitar a monotonia descritiva. * Tertuliano identificou classes de mortos similares em sua polêmica contra os erros pagãos, confirmando uma fonte comum com Virgílio. * O apologista mencionou os insepultos, os inmaturi (ahores), os innupti (agamoi) e os executados. * A exclusão das vítimas de morte prematura fundamenta—se na obrigação de vagar pela terra até que se cumpra o tempo de vida originalmente previsto. * Considera—se que essas almas devem aguardar o fim do ciclo que um acidente fatal interrompeu. * Sérvio atribuiu essa doutrina aos Physici, fornecendo base erudita à tese de Tertuliano. * Pesquisas acadêmicas encontraram paralelos desse sistema teológico nas obras de Luciano de Samósata e de Olimpiodoro. * Luciano registrou classificações de mortes em seu Cataplus e Olimpiodoro as anotou em comentários sobre o Fédon de Platão. * Norden concluiu que Virgílio adotou um sistema teológico pré—existente, embora tenha equivocado—se ao atribuí—lo a Posidônio. * Crenças sobre o destino diferenciado de crianças mortas precocemente e a prática de ritos fúnebres específicos são comuns a diversos povos da antiguidade. * Os romanos observavam rituais particulares para a inumação de bebês. * Judeus também mantinham tradições relativas ao sepultamento infantil segundo Ad. Lods. * O fatalismo astrológico ignora a responsabilidade moral e trata de forma idêntica crianças e adultos com base apenas no momento do óbito. * A ideia dominante é que o instante da morte é fixado pelo Fatum que governa a vida de todos. * O espírito sistemático dessa doutrina exclui noções de mérito ou demérito póstumo. * A inclusão de guerreiros no rol dos mortos em condição miserável indica que a doutrina não possui origem grega. * Na tradição grega, os defensores da cidade que morriam em combate eram heroizados e venerados, não reduzidos a um estado deplorável no além. * A origem dessas concepções escatológicas relaciona—se com a expansão da astrologia oriental no mundo clássico. * A astrologia afirmava ser possível prever o momento do falecimento a partir da posição dos astros no nascimento. * Manilius escreveu que morremos ao nascer e que o fim depende da origem. * O cálculo exato da duração da vida era considerado a tarefa mais prestigiada e complexa para os praticantes da astrologia. * Fixar o instante fatal indicado pela genitura era visto como o trabalho supremo da arte divinatória. * Bouché—Leclercq observou que essa operação era julgada perigosa e condenável pelos oponentes da ciência sideral. * A morte natural poderia ser antecipada pela intervenção de astros considerados destruidores, como Saturno e Marte. * Esses planetas maléficos eram chamados de anairetes e provocavam falecimentos bruscos. * Ptolomeu, Vettius Valens e Heféstion dedicaram longos estudos sobre o tempo de vida e os momentos críticos. * Categorias como bebês não amamentados e jovens solteiros eram frequentemente mencionadas em tratados astrológicos sobre a morte prematura. * Os atrophoi referiam—se a crianças que morriam antes de completar um ano de vida. * Os agamoi ou innupti eram aqueles que faleciam antes de constituir família e deixar posteridade. * A elevada mortalidade infantil no Império Romano mantinha o interesse sobre o destino das almas precoces. * Os termos técnicos biothanati e biaeothanati originaram—se no vocabulário dos astrólogos e foram adotados no uso comum grego e latino. * Vênus era associada a mortes passionais em conjunções maléficas, enquanto Marte regia as mortes em guerra. * Aristóteles mencionou um mago da Síria que previu a morte violenta de Sócrates. * Lamprídio registrou que sacerdotes sírios profetizaram um destino violento para Heliogábalo. * Conjurações babilônicas antigas preservadas em textos cuneiformes já apresentavam classificações detalhadas de espectros e mortes trágicas. * Diferenciavam—se os espíritos familiares dos espectros de estrangeiros errantes, insepultos ou afogados. * Erich Ebeling, Contenau e Thureau—Dangin documentaram essas crenças babilônicas sobre o pós—morte. * As descrições de biothanati na Babilônia incluíam vítimas de fogo, fome, sede, armas ou condenados por ofensas religiosas e reais. * Essas múltiplas categorias assemelham—se às influências combinadas das estrelas citadas posteriormente pelos gregos. * Escritos de mestres da divinação astral sob o Império Romano mantêm estreita semelhança com as visões poéticas de Virgílio. * Na Tétrabiblos de Ptolomeu, encontram—se associados guerreiros, suicidas e vítimas de mulheres. * Os astrólogos preservavam a confiança em suas técnicas explicando discrepâncias entre predições e realidade como manobras ocultas da Fatalidade. * Epitáfios romanos registram o descontentamento de pais contra astrólogos mentirosos cujas predições falharam. * Convencidos da irrevocabilidade do destino, teóricos afirmavam que a potência do fado agia mesmo em mortes aparentemente fortuitas. * A teoria defendia que a alma que sucumbia antes do tempo previsto não deixava de fato a sociedade humana, continuando a assombrar a terra. * O repouso das sombras felizes só era acessível após o cumprimento integral da duração de vida estabelecida pelo fado. * Critodemo é identificado como um dos principais propagadores da astrologia babilônica e de especulações místicas no mundo helênico. * Em sua obra Visão, ele descreveu o alcance de um porto seguro através da fé nos astros divinizados. * O autor utilizava um estilo sibilino e exigia silêncio sobre métodos para atingir a imortalidade. * Critodemo dedicou extensos estudos aos momentos críticos da existência e às almas de vítimas de mortes violentas e prematuras. * Fragmentos preservados por Vettius Valens e Heféstion mostram o foco no cálculo dos anos de vida e nos perigos climatéricos. * Determinados biothanati citados por Critodemo correspondem a revenants descritos em textos babilônicos. * A localização das sombras por Virgílio pode ter origem em fontes helenísticas ou em uma adaptação pessoal da doutrina oriental. * Plauto já mencionava que o deus Orcus recusava a entrada de quem perdia a vida prematuramente. * A teoria de Critodemo sistematizou postulados mitológicos ancestrais em forma de axiomas astrológicos. * Platão aludiu brevemente a crenças orientais sobre o destino de crianças falecidas precocemente em seu mito de Er. * O filósofo considerava que tais detalhes eram fúteis demais para merecerem repetição extensa em sua obra. * Estabeleceu—se na antiguidade uma distinção clara entre a morte natural, regida pelo fado, e a morte acidental perturbadora. * A morte natural era denominada kata moiran pelos gregos e sua morte pelos latinos. * Sêneca e Plutarco trataram dessa oposição entre o fim previsto e a intervenção abrupta. * A fé popular mantinha a convicção de que vontades humanas poderiam encurtar a vida, apesar do determinismo absoluto defendido pelos sábios. * Expressões como antes de sua hora ou antes de seu dia indicavam a crença em morrer antes do destino fixado. * Tertuliano registrou essa concepção de morte extorquida antes do tempo normal. * O pitagorismo aplicou leis numéricas e harmônicas para validar a viabilidade da vida e explicar a dissolução do corpo. * A aritmética da seita provava que crianças eram viáveis aos sete ou nove meses, mas não aos oito. * A formação do homem era comparada a uma melodia, na qual o aborto representava uma nota falsa. * A união da alma com o corpo era vista como uma proporção numérica fixa cuja ruptura violenta causava corrupção ao espírito. * Macróbio, possivelmente baseando—se em Porfírio e Plotino, descreveu a união como uma energia oculta sustentada pelo tempo fatal. * Cícero, Fílon e Hermes Trismegisto também trataram da harmonia necessária para a animação do corpo. * Inscrições funerárias e epigramas frequentemente lamentavam mortes violentas como ofensas à natureza ou atos de sortilégio. * Epitáfios rogavam aos deuses e aos Manes por vingança contra assassinatos ocultos. * Um epitáfio em Capri pedia acolhimento no Hades por não ter morrido por decreto das Moiras, mas por um courroux injusto. * Uma inscrição gaulesa comparava vidas humanas a limões colhidos verdes ou caídos maduros. * Virgílio e Plutarco convergem ao descrever o estado deplorável e os lamentos eternos de crianças falecidas precocemente no além. * Plutarco narrou a visão de um abismo tenebroso onde multidões de bebês queixavam—se e tentavam em vão subir ao céu. * Ambos os autores banem esses seres inofensivos da habitação dos eleitos. * A suposta maleficência dessas almas infantis é explicada pelo desejo de vida não realizado e pela inveja em relação aos sobreviventes. * Hopfner sustentou que essas almas guardam animosidade contra os vivos por terem sido privadas de seu destino. * Tertuliano corroborou essa visão sobre a natureza reativa das almas em seu tratado sobre a alma. * Sacrifícios cruéis de crianças praticados no paganismo semita visavam garantir a segurança da comunidade através de oferendas de sangue. * Praticavam—se oferendas de primogênitos e sacrifícios de fundação sob soleiras de construções para assegurar solidez. * Inscrições na África mencionam substituições rituais com a fórmula alma por alma, sangue por sangue, vida por vida. * Loisy, Dussaud e Goossens investigaram essas práticas ancestrais de imolação humana e animal. * O temor de represálias póstumas das crianças sacrificadas alimentava a crença de que elas integravam exércitos de espíritos maléficos. * Essas almas eram vistas como revoltadas e submetidas ao mestre do mundo subterrâneo. * Práticas de infanticídio ritual, embora proibidas pela lei romana, subsistiram de forma oculta no âmbito da necromancia. * Sob o Império, necromantes realizavam imolações noturnas para utilizar a malignidade dos demônios contra adversários. * O abandono de crianças por exposição gerava remorso nos pais e o terror de castigos aplicados pelas vítimas devoradas por animais. * Astrólogos descreviam bebês expostos como presas de cães errantes. * O trauma do infanticídio cruel provocado pela miséria ou desonra despertava o medo da fúria das almas desamparadas. * Almas de jovens mortos precocemente eram associadas a Hécate e consideradas demônios perigosos sob o controle de magos. * Em Lesbos, o fantasma de Gello era temido por matar outras crianças e causar óbitos precoces. * Rohde documentou a crença grega de que esses espíritos tornavam—se parte da comitiva da deusa dos encantamentos. * Esculturas de mãos erguidas em sepulturas de jovens simbolizavam súplicas ao Sol justiceiro para punir crimes ocultos. * O Sol era adorado como a divindade que tudo vê e vinga os atentados contra inocentes. * Essas representações demonstram a associação frequente entre as almas ahoroi e os biothanati. * Os biothanati são universalmente percebidos como espíritos redoutáveis que buscam vingança contra os vivos por terem sido privados da existência. * Frazer reuniu evidências de diversos povos que utilizam cerimônias complexas para se proteger desses demônios. * A privação violenta da vida gerava rancor que podia atingir tanto culpados quanto inocentes da comunidade. * Relatos etnográficos indicam que homicidas praticavam ritos para neutralizar o espírito da vítima ou torná—lo seu servo no além. * O espectro errante era responsabilizado por doenças, demência e morte do agressor se não fosse devidamente apaziguado. * Similudes globais indicam que tais concepções remontam a origens primitivas da mentalidade humana. * Platão sustentou que a vítima de uma morte violenta aterroriza e perturba o autor do crime com seu espectro enraivecido. * O homicida devia evitar os locais frequentados pela vítima para fugir do encontro com o espírito irritado. * Xenofonte e Boyancé corroboram o temor antigo sobre a influência nefasta dessas almas sobre os vivos. * Tertuliano argumentou que fins cruéis e prematuros extorquem das almas a tendência à injustiça para vingar a ofensa sofrida. * Afirma—se que essas almas são especialmente inclinadas a praticar a violência contra os vivos. * A crença romana afirmava que almas em pena permaneciam próximas ao local do crime ou ao cadáver de forma persistente. * Suetônio relatou que o local do assassinato de Calígula era palco de aparições terríveis todas as noites até ser destruído por incêndio. * Pesadelos e visões ameaçadoras obsidavam os assassinos através das sombras de suas vítimas. * Testemunhos literários e históricos exemplificam o pavor de aparições e a necessidade de apaziguar espíritos por sacrifícios e evocações. * Horácio descreveu uma criança imolada que prometia assombrar feiticeiras como uma fúria divina arrancando o sono. * Nero tentou mitigar o ressentimento do espectro de Agripina com ritos mágicos e evocações realizadas por magos. * Scholiastas definiram Lêmures como sombras errantes de homens mortos antes do dia normal e, por isso, temíveis. * O repouso para os biothanati dependia tanto de ritos funerários adequados quanto do castigo aplicado aos seus assassinos. * Sem o apaziguamento dos Manes, as almas permaneciam como demônios vagabundos flutuando no ar ou nas águas. * Tito Lívio e Augusto são citados em relação a práticas de reparação e chancelamento pós—morte. * Conjurações mágicas de Chipre apelavam simultaneamente a mortos insepultos, violentos e prematuros para fins de feitiçaria. * Textos do século III d.C. documentam o uso dessas almas em pena em práticas rituais de malquerença. * A necromancia valorizava as sombras de mortos por violência devido à sua natureza inerentemente vingativa e malevolente contra os inimigos. * Ostanês, o Mago persa, e Nectabis, o Egípcio, foram teóricos renomados das evocações de ahoroi e biothanati. * Tertuliano registrou o interesse desses especialistas das ciências ocultas na manipulação de almas em pena. * A magia negra atuava sobre as almas através da obtenção de restos mortais ou objetos de uso pessoal pertencentes ao defunto. * Cícero, Horácio e Petrônio relataram assassinatos de crianças cometidos por necromantes para utilizar seu sangue em práticas rituais. * A finalidade dessas operações scélérates era infligir sofrimentos físicos, morais ou precipitar a morte de adversários. * O percurso analítico conduz das visões poéticas de Virgílio aos abismos sombrios da superstição oriental e da necromancia. * A investigação transita das sombras mais densas da crença antiga em direção à orientação dos filósofos.