====== MEDICINA MODERNA ====== //[[.:start|EPHIALTES]] – [[mitologia:hillman:pan:start|PAN]]// * Utilização de método aplicado em discussões mitológicas e religioso — históricas a partir de experiências internas e externas para investigar concepções místicas. * Intenção de explicar objetivamente observações da medicina moderna e antiga sobre a origem e natureza do pesadelo. * Prioridade às visões modernas por derivarem de observação factual abrangente e serem menos suspeitas de teorias obsoletas ou tendenciosas. * Estabelecimento de um critério preciso para o exame crítico das teorias formuladas pelos médicos da era clássica. * Atribuição dos detalhes essenciais sobre a natureza do pesadelo a Johann Borner em sua dissertação inaugural de 1855. * Aceitação dos pontos enunciados por Borner por autoridades das ciências médicas e psicológicas. * Obtenção de resultados através da observação pessoal de Borner, frequente sofredor de pesadelos, e de outros indivíduos em crises. * Capacidade de Borner em provocar pesadelos experimentalmente após estudo crítico das condições de surgimento do fenômeno. * Descrição do pesadelo por Borner como um processo que se inicia com dificuldade respiratória e culmina em visões imaginárias motivadas pela dispneia. * Início em qualquer momento da noite, frequentemente na posição de bruços, contrariando a crença comum do decúbito dorsal. * Estimulação da imaginação pelo aumento da dispneia, criando motivos para a falta de ar. * Visão comum de um animal peludo, como um cão, que sobe no peito do dorminhoco e senta sobre a veia jugular. * Interpretação da pressão no peito, o proverbial Alpdruck, como causa da dificuldade respiratória. * Ocorrência de visões de criaturas repugnantes, humanos feios, mulheres velhas ou fardos simples sobre o tórax. * Sintomas físicos como suor, palpitação, turgescência facial e inchaço dos nervos do pescoço acompanhando a ansiedade. * Convicção do indivíduo de que a alteração da posição traria alívio, apesar da recusa muscular em reagir à vontade. * Finalização do episódio por um movimento violento precedido de gemidos, resultando em alívio imediato e despertar ou continuidade do sono. * Dificuldade em convencer o indivíduo de que as visões não foram reais quando o sono e o sonho não são interrompidos. * Indicação por outros observadores de que a sensação de libertação é acompanhada por um grito alto. * Descrição de Macnish sobre o esforço hercúleo para virar de lado, como se estivesse sob um peso descomunal. * Atos de chutar violentamente, bater no peito e gritar para assegurar o despertar completo. * Encerramento do paroxismo no momento em que se recupera o exercício da vontade ou da voz. * Conclusão de Borner de que o pesadelo em pessoas saudáveis decorre da remoção súbita de um impedimento à respiração após movimento vigoroso. * Constatação de que orifícios respiratórios externos, como nariz e boca, costumam estar cobertos durante o episódio. * Pressão das roupas de cama sobre o rosto ou o ato de enterrar a face no travesseiro como causas da obstrução. * Relato de Macnish sobre ataques de pesadelo ocorridos enquanto sentado em poltronas ou com a cabeça apoiada em mesas. * Identificação dessas posições como propícias ao transtorno devido à compressão pulmonar mais completa. * Observação de casos distintos ocorridos durante o sono lateral. * Afirmação de Borner de que o decúbito ventral é a posição mais frequente para o surgimento do pesadelo. * Confirmação dos estudos de Borner por meio de experimentos em terceiros, eliminando suspeitas de subjetividade. * Produção dos mesmos sinais observados em si mesmo ao cobrir boca e nariz de outros indivíduos. * Aparição de um animal híbrido, metade cão e metade macaco, que salta sobre o peito da vítima devido à cobertura do rosto. * Caracterização do salto repentino como traço comum, justificando o termo grego Ephialtes — aquele que pula em cima. * Permanência do animal sobre a vítima até que um movimento no auge da tortura provoque sua queda. * Dependência da forma da visão do pesadelo em relação aos materiais utilizados para cobrir o rosto do dorminhoco. * Tecidos ásperos ou felpudos evocando a imagem de animais com pelos, como poodles ou gatos. * Substituição do animal por um ser humano hostil e feio que estrangula o adormecido quando a cobertura é feita apenas pelas mãos. * Surgimento de ansiedade leve e dispneia com entrada lenta do fantasma no quarto quando a obstrução é pequena e gradual. * Aparição instantânea do fantasma sobre o peito quando a cobertura causa dispneia acentuada. * Vivacidade das aparições apesar de sua curta duração. * Acoplamento ocasional da ansiedade com sentimentos de luxúria, especialmente em mulheres que creem ter tido relações sexuais com o fantasma. * Sensações análogas em homens, resultando em emissões de sêmen pela pressão nos genitais ao deitar de abdômen. * Identificação por Borner dos sintomas principais como pressão, incapacidade de movimento e ansiedade. * Ênfase de Macnish na ansiedade extraordinária e inexplicável como sintoma quase onipresente. * Sono profundo como pré — requisito essencial para a origem do fenômeno. * Suplementação dos estudos de Borner por observações de médicos e psicólogos em casos de patologias. * Admissão geral de que dificuldades respiratórias causadas por doenças produzem pesadelos graves. * Menção a enfermidades como crupe, tuberculose, cardiopatias orgânicas, asma, hipocondria avançada, histeria, doenças mentais e delírios febris. * Crença de Borner na ocorrência de pesadelos precedendo sufocamento por gases ou obstrução por corpos estranhos. * Observação de Binz sobre sintomas de delírios tifoides similares ao envenenamento por estramônio, incluindo sonhos sensuais confusos e narcose. * Possibilidade de pesadelos resultantes de dieta inadequada ou ingestão de alimentos indigestos. * Asserção de Binz de que refeições pesadas durante resfriados com obstrução nasal são suficientes para gerar o pesadelo. * Produção do estado de sonho conhecido como pesadelo por envenenamento agudo. * Acúmulo de dióxido de carbono e produtos metabólicos no sangue insultando o sistema nervoso durante a obstrução respiratória no sono. * Invasão da mente por inquietação profunda em formas borradas ou processo definido de sufocamento. * Abertura da boca por movimento súbito ou grito de socorro para permitir a entrada de ar atmosférico resgatador. * O oxigênio é o antídoto — definição do gás como equalizador da irritação celular cerebral. * Formulação antecipada dessa teoria por médicos da antiguidade. * Destaque para a natureza excepcionalmente vívida das visões do pesadelo, superando impressões da vigília. * Observação de Laistner sobre a intensidade das aparições ser tamanha que o sujeito se convence da realidade do evento. * Explicação da crença em monstros de pesadelo pela vivacidade das apresentações oníricas. * Relato de Macnish sobre o médico Waller, que confundiu uma aparição com a realidade por longo tempo. * Variação do estado entre o sono perfeito e a quase vigília, com maior violência do paroxismo quanto mais desperto o indivíduo. * Experiência de tortura sob plena posse das faculdades mentais. * Endosso parcial da visão de Macnish por Cubasch na obra Der Alp (O Pesadelo). * Atribuição da continuação das imagens após o despertar à embriaguez do sono, estado intermediário entre vigília e repouso profundo. * Demonstração de que o sono não foi completamente sacudido. * Favorecimento desse estado pelo despertar súbito por sonhos alarmantes. * Inclusão dos terrores noturnos infantis, entre três e sete anos, nesse contexto de fenômenos. * Descrição de Soltmann sobre crianças que sentam subitamente na cama com rosto vermelho e suor, apresentando consciência embotada. * Sintomas como pulsação das carótidas, batimentos fortes e mãos tremendo de terror. * Ineficácia de persuasão enquanto os sentidos permanecem sob a pressão da visão aterrorizante. * Emissão de sons monossilábicos como cão ou homem, relacionados às visões. * Necessidade de quinze a vinte minutos para acalmar a criança. * Apontamento de Soltmann sobre a correlação entre terrores noturnos e indigestão, anemia, raquitismo ou excitação psíquica por susto. * Caso de um menino com espondilite dorsal que imaginava um animal saltando em suas costas para esmagá-lo. * Citação de Tylor sobre a crença de que as mury sugam o sangue de crianças, relacionando o mito a doenças emaciantes. * Atuação das imagens oníricas sobre a consciência semidesperta, levando a mente a crer em realidades inexistentes. * Permanência de formas de contos de fadas como eco antes da consciência plena. * Embriaguez do sono como solo fértil para decepções sensoriais. * Visualização de fantasmas com olhos abertos por pessoas convencidas de seu autocontrole. * Exemplificação por H. Meyer sobre a continuação de aparições oníricas após o despertar. * Localização desses fenômenos na fronteira entre o sonho e a alucinação. * Diferenciação quantitativa em relação às alucinações da insanidade pela duração mais curta. * Consideração dos sonhos por pacientes mentais como pontos de partida para ideias fixas e experiências tidas como genuínas. * Avaliação de Borner sobre os perigos de pesadelos intensos e frequentes para a circulação sanguínea. * Possibilidade de hemorragia cerebral ou edema agudo por dispneia severa. * Visão de Radestock sobre pesadelos precedendo doenças mentais ou ocorrendo em síndromes astmáticas e estágios avançados de hipocondria. * Opinião de Macnish sobre a produção de apoplexia ou ataques epilépticos em pessoas sensíveis. * Diferenciação de dois tipos de aparições: uma terrível e alarmante, outra mais suave ou erótica. * Impressão alarmante associada a animais peludos, como cães pretos, formas comuns de demônios malignos. * Menção a formas como gato, marta, porco — espinho, rato, urso, bode, porco, cavalo, tigre, cobra, sapo, enguia e dragão. * Dependência da encarnação animal conforme a natureza da obstrução respiratória, como tecidos de cama lisos ou ásperos. * Explicação de Meyer sobre a visão de um porco — espinho decorrente de deitar sobre palha espetada. * Demon de pele de toupeira correspondendo a materiais muito suaves. * Interpretação de objetos inanimados, como palha ou fumaça, como metamorfoses finais do demônio capturadas pelo despertado. * Diversidade das formas humanas assumidas pelo espectro, variando entre homens, mulheres, goblins anões ou gigantes. * Observação de Borner sobre monstros que, raramente, podem ser benevolentes ou mulheres amáveis. * Possibilidade de a aparição conversar e revelar o futuro, sendo vista como emissária da divindade. * Crença de que vivos, como bruxas, ou mortos podem atormentar o adormecido. * Relato de Spitta sobre uma jovem com tuberculose que via sua avó falecida ajoelhar em seu peito para esmagá-la. * Descrição de Radestock sobre um bruto de forma quase humana com barba de bode e orelhas pontiagudas como as de Pan. * Você não permanecerá aqui por muito mais tempo — frase dita pelo fantasma ao sacudir a cama. * Ocorrência de aparições coletivas em ataques de pesadelo, assemelhando — se a epidemias. * Assunção de A. Krauss sobre um miasma específico do pesadelo causando visões idênticas em grupos. * Relato de Radestock sobre um batalhão francês em Tropea atacado coletivamente por um pesadelo. * Fuga dos soldados em pânico, descrevendo um cão preto peludo que corria sobre seus peitos. * Explicação do fenômeno por exaustão, calor, alojamento apertado e uniformes constritivos, somados a superstições locais sobre o local. * Divisão dos sonhos eróticos em dois tipos conforme o sexo do demônio, dependendo geralmente do sexo do dorminhoco. * Diferenciação na superstição germânica entre o fantasma feminino (mare) e o masculino (mar). * Crença medieval em íncubos e súcubos como seres que seduzem ou atormentam no sonho. * Existência de lendas sobre prole gerada com fantasmas, muitas vezes fruto de queixas sexuais orgânicas conforme Krauss. * Caso citado por Esquirol de uma mulher que afirmava ser esposa do Diabo e ter lhe dado quinze filhos. * Experiência de Salomon Maimonides sonhando com o demônio Lilith ou com a angélica Shekinah. * Menção a sonhos sensuais envolvendo comunhão física com Cristo e fábulas sobre os nascimentos de Merlin e Roberto, o Diabo.