===== KLEIN ===== **Jean Klein (1912–1998)** **Obras Monográficas Fundamentais (Edições Originais Francesas e Inglesas)** * KLEIN, Jean. **L'Être Soi: Approche de la Non-Dualité**. Paris: Éditions E.D.R., 1978. (Reedição ampliada com novo título: //Qui suis-je? La quête sacrée//. Paris: Albin Michel, 1988). * KLEIN, Jean. **L'Ultime Réalité**. Paris: Le Courrier du Livre, 1980. * KLEIN, Jean. **La Joie sans objet: Éveil à la non-dualité**. Paris: Albin Michel, 1986. * KLEIN, Jean. **Be Who You Are**. Edited by Jean-Michel Terdjman. Shaftesbury: Element Books, 1989. * KLEIN, Jean. **Who Am I? The Sacred Quest**. Shaftesbury: Element Books, 1988. * KLEIN, Jean. **I Am: Open to the Unknown**. Edited by Emma Edwards. Santa Barbara, CA: Third Millennium Publications, 1989. * KLEIN, Jean. **Transmission du silence**. Paris: Gordes, Le Relié, 1993. * KLEIN, Jean. **Open to the Unknown: Dialogues with Jean Klein**. Edited by Emma Edwards. Santa Barbara, CA: Third Millennium Publications, 1992. * KLEIN, Jean. **The Ease of Being**. Edited by Emma Edwards. Durham, NC: Acorn Press, 1984. * KLEIN, Jean. **The Book of Listening**. Edited by Emma Edwards. Salisbury: Element Books, 1993. * KLEIN, Jean. **Living Truth: Where Time and Timelessness Meet**. Santa Barbara, CA: Third Millennium Publications, 1995. * KLEIN, Jean. **Vers la plénitude de l'être**. Paris: Albin Michel, 1999. (Publicação póstuma). **Traduções Principais em Línguas Ibéricas** * KLEIN, Jean. **La mirada inocente: Diálogos sobre la no-dualidad**. Traducción de Héctor V. Morel. Madrid: Editorial Sirio, 1988. * KLEIN, Jean. **Quién soy yo: La búsqueda sagrada**. Traducción de Joaquín Rovira. Barcelona: Editorial Kairós, 1990. * KLEIN, Jean. **Estar en el ser: Diálogos de autoconocimiento**. Traducción de Jorge Viñes. Madrid: Gaia Ediciones, 1997. * KLEIN, Jean. **La alegría sin objeto: El despertar a la no-dualidad**. Traducción de Emilio García. Madrid: Gaia Ediciones, 2000. * KLEIN, Jean. **A consciência do si: Encontros com Jean Klein**. Tradução de Maria do Carmo Santos. São Paulo: Madras, 2004. * KLEIN, Jean. **A escuta: O despertar do si**. Tradução de Paulo Rossi. São Paulo: Cultrix, 2007. **Eixos da Contribuição de Jean Klein** * **Linhagem e Transmissão em Bangalore:** Médico musicólogo de formação (estudou em Berlim e Viena), viajou à Índia nos anos 1950, onde foi recebido e orientado por Pandit Veeraraghavachar (conhecido pelo nome de "Panditji"), erudito e preceptor tradicional de Advaita Vedānta e sânscrito na Universidade de Bangalore. A transmissão ocorreu segundo as exigências tradicionais da escuta (//śravaṇa//), reflexão interior (//manana//) e estabilização (//nididhyāsana//), despida de folclore sectário ou sincretismo modernista. * **A Integração do Trabalho Corporal (Approche Corporelle):** O traço mais original de Klein no contexto da transmissão ocidental da Não Dualidade foi a recuperação do "corpo de energia" sutil. Influenciado diretamente pelo **Shivaísmo Não Dual da Caxemira** (//Pratyabhijñā// e //Spanda//) e pelo Hatha Yoga autêntico, Klein sustentava que as contrações conceituais da mente egóica se cristalizam em nós e tensões corporais crônicas. Seu método não buscava a performance física das posturas, mas a liberação tátil da couraça muscular através da respiração e da atenção pura, restituindo o corpo à sua condição de espaço vibratório transparente e descondicionado. * **A Fenomenologia da "Escuta" (Écoute):** Em toda a sua obra, Klein define a "escuta sem objeto" e o "olhar sem observador" como a via direta de realização. A escuta autêntica não é uma faculdade sensorial direcionada para um som externo, mas um acolhimento indiferenciado em que a dicotomia entre sujeito cognoscente e objeto conhecido colapsa, revelando a presença do Si absoluto (//Ātman//) como a própria abertura ontológica silenciosa. * **Pioneirismo na Difusão Europeia e Norte-Americana:** Ao regressar à Europa nos anos 1960 e sucessivamente atuar nos Estados Unidos nos anos 1980 e 1990, formou uma linhagem de expositores e praticantes dedicados ao Advaita rigoroso e ao trabalho da sensação (como Francis Lucille e Eric Baret). Manteve sempre uma recusa estrita a títulos sacerdotais, organizações institucionais rígidas ou promessas de transcendência milagreira, centrando o ensino na evidência imediata da Consciência. {{tag>Klein não-dualidade}}