====== SI E OUTRO ====== //IRSA// **PREFÁCIO** **INTRODUÇÃO: O RECONHECIMENTO DE SI E O PROBLEMA DA IDENTIDADE** * I. O paradoxo do reconhecimento de si mesmo: identidade, alteração, alteridade * II. A Pratyabhijñā: um empreendimento filosófico? * II. 1. O pano de fundo religioso: o śivaísmo não dualista e a questão da identidade * II. 2. A Pratyabhijñā como “via nova” – ou a irrupção do filosófico no coração do religioso * II. 2. 1. Uma via fenomenológica e dialética * II. 2. 2. Filosofia ou teologia? * III. A identidade como problema na Pratyabhijñā * III. 1. Existe um Si? A questão da permanência (nityatva, sthairya) do sujeito consciente * III. 2. Tudo é o Si? A questão da exterioridade (bāhyatva) do objeto da consciência * III. 3. Se tudo é o Si, qual estatuto ontológico para a alteridade (paratva) e para a diferença (bheda)? * III. 4. O problema do estatuto epistemológico e sotereológico da investigação sobre o Si * IV. Sobre a abordagem adotada aqui em relação aos textos **CAPÍTULO 1. A CRÍTICA BUDISTA DO SI** * I. O argumento da percepção do Si (IPK I, 2, 1-2) * I. 1. A escola dos lógicos budistas: cognições sem Si * I. 1. 1. Cognição (jñāna) e manifestação (prakāśa) * I. 1. 2. Cognições e instantaneidade (kṣaṇikatva) * I. 1. 3. Autoluminosidade (svaprakāśatva) e autoconsciência (svasaṃvedana) da cognição * I. 1. 4. A tese budista: não há Si fora do si mesmo das cognições * I. 1. 5. A distinção budista entre percepção (pratyakṣa) e conceito (vikalpa) * I. 1. 6. A noção budista de dṛśyānupalabdhi: o Si não existe, porque não é percebido * I. 2. A crítica budista da “cognição do Eu” (ahaṃpratīti) * I. 2. 1. A noção brâmanica de “cognição do Eu” * I. 2. 2. A crítica budista da “cognição do Eu” * I. 2. 3. Sobre o argumento mimāṃsaka da “cognição do Eu” e o “reconhecimento” (pratyabhijñā) * II. O argumento da inferência do Si (IPK I, 2, 3-6): a questão da memória * II. 1. A resposta brâmanica: a memória, a própria vida da demonstração do Si (IPK I, 2, 3) * II. 1. 1. A recordação comporta a experiência passada, embora ela esteja destruída * II. 1. 2. A memória, síntese (anusaṃdhāna) de cognições diversas, supõe um sujeito único * II. 2. A crítica budista do argumento da memória (IPK I, 2, 4-6) * II. 2. 1. A causa da similaridade entre o objeto experimentado e o objeto da recordação: o traço residual (saṃskāra) (IPK I, 2, 4-5) * II. 2. 2. A crítica do argumento ātmavādin fundado na relação entre as qualidades (guṇa) e seu substrato (guṇin) (IPK I, 2, 5-6) * III. A crítica budista do poder de conhecimento (jñānaśakti): a impossível relação do Si e das cognições * III. 1. O problema da relação entre um Si consciente e uma cognição consciente (IPK I, 2, 7) * III. 1. 1. A inferência da permanência (nityatva) do Si a partir de sua natureza consciente (citsvarūpa) * III. 1. 2. A crítica budista: uma cognição consciente seria um outro Si; uma cognição inconsciente não seria mais cognição * III. 2. O exame da teoria sāṃkhya do intelecto-espelho (IPK I, 2, 8) * III. 2. 1. A teoria sāṃkhya do intelecto-espelho * III. 2. 2. A crítica budista da teoria do intelecto-espelho: o intelecto-espelho deve ele mesmo ser consciente * IV. Observações sobre a estratégia da Pratyabhijñā na exposição do pūrvapakṣa **CAPÍTULO 2. A RÉPLICA DA PRATYABHIJÑĀ: O PROBLEMA DA SÍNTESE COGNITIVA** * I. O problema da consciência da experiência passada (IPK I, 3, 1-2) * I. 1. O confinamento a si mesmo (ātmaniṣṭhatva) da cognição na perspectiva budista e a questão da experiência passada * I. 2. O princípio da cognição svasaṃvedana segundo a Pratyabhijñā: a recordação não pode ter por objeto a experiência passada * I. 2. 1. A integração do conceito de cognição svasaṃvedana ao sistema da Pratyabhijñā: da capacidade de se manifestar a si mesmo à impossibilidade de ser objetivada * I. 2. 2. Esta reformulação do princípio budista é legítima? * I. 3. O mecanismo dos traços residuais não explica a consciência da experiência passada * II. A recordação não é senão uma ilusão? (IPK I, 3, 3-5) * II. 1. A tese budista do caráter ilusório da recordação * II. 2. A resposta da Pratyabhijñā: a memória como condição de possibilidade do objeto mundano * II. 2. 1. O argumento da essência da memória (smṛtitā) * II. 2. 2. O argumento do estabelecimento do objeto (arthasthiti) * II. 2. 3. O argumento da teoria dos traços residuais * II. 2. 4. O argumento da impossibilidade para uma cognição errônea de determinar um objeto real * III. A necessidade de uma síntese (anusaṃdhāna) porém impossível na perspectiva budista (IPK I, 3, 6) * III. 1. Da necessidade de uma síntese memorial: memória, desejo e vyavahāra * III. 2. Da impossibilidade da conexão, da causalidade e da contradição sem uma síntese cognitiva * III. 2. 1. A impossibilidade da conexão (samanvaya) * III. 2. 2. A impossibilidade da causalidade * III. 2. 3. A impossibilidade da contradição * III. 3. Da necessidade de uma síntese perceptiva * III. 3. 1. A tomada de consciência (vimarśa) ou a capacidade imediata da consciência de se apreender como... * III. 3. 2. Toda manifestação consciente (prakāśa) supõe uma tomada de consciência (vimarśa): a síntese perceptiva * III. 4. Conclusão: a impossibilidade da síntese se a consciência não é senão cognições **CAPÍTULO 3. A TESE DA PRATYABHIJÑĀ: O SUJEITO ABSOLUTO, CONDIÇÃO DE POSSIBILIDADE DA EXPERIÊNCIA MUNDANA** * I. A kārikā I, 3, 7, coração do tratado: os três poderes da Consciência * I. 1. O vocabulário teísta da kārikā e sua conceitualização * I. 2. A consciência única capaz de extroversão (bahirmukhatva) e introversão (antarmukhatva) e seus três poderes * I. 2. 1. A definição do poder de conhecimento (jñānaśakti) * I. 2. 2. A definição do poder de memória (smṛtiśakti) * I. 2. 3. A definição do poder de exclusão (apohanaśakti) * II. O sujeito, síntese (anusaṃdhāna) das cognições * II. 1. As cognições (jñāna), formas contraídas (saṃkucita) livremente assumidas pela consciência (cit) * II. 2. A consciência (cit), agente e ato da síntese cognitiva * II. 3. O sujeito como fundamento da conexão, da causalidade e da contradição * II. 3. 1. O sujeito, condição de possibilidade da conexão * II. 3. 2. O sujeito, condição de possibilidade da causalidade * II. 3. 3. O sujeito, condição de possibilidade da contradição * II. 4. Como a consciência pode aparecer a si mesma sob a forma de cognições temporalizadas? * II. 4. 1. A temporalidade das cognições, reflexo da temporalidade de seus objetos * II. 4. 2. Sujeito empírico e sujeito absoluto: duas tomadas de consciência do Eu (ahaṃpratyavamarśa) * II. 4. 3. O sujeito e a temporalidade * III. A memória como via para o Reconhecimento * III. 1. O sujeito da recordação – a consciência pura ou o sujeito empírico? (IPK I, 4, 1) * III. 1. 1. O sujeito da recordação é livre * III. 1. 2. O sujeito da recordação é porém temporalizado * III. 1. 3. O sujeito da recordação – a consciência pura, enquanto sujeito empírico * III. 2. Em que a memória é a prova da unidade da consciência * III. 2. 1. A autoconsciência (svasaṃvedana) da recordação deve ser consciência de ter sido a experiência passada (IPK I, 4, 2-3) * III. 2. 2. A tomada de consciência (vimarśa) da experiência passada não é uma objetivação da experiência passada (IPK I, 4, 4-7) * III. 2. 3. Em que a recordação é um conceito (vikalpa) – e em que não o é * III. 3. Síntese (anusaṃdhāna) e reconhecimento (pratyabhijñā) * III. 4. O reconhecimento pela via da memória – inferência ou intuição? * III. 4. 1. O argumento da memória na kārikā I, 7, 5 * III. 4. 2. O argumento “direto” e o argumento por “suposição necessária”: uma via ou duas? * III. 4. 3. Da diferença entre o argumento dos capítulos I, 2-4 e aquele da kārikā I, 7, 5 – ou do papel catártico da razão na Pratyabhijñā **CAPÍTULO 4. O SI, AS COGNIÇÕES, SUA RELAÇÃO: A POSIÇÃO DA PRATYABHIJÑĀ NO SEIO DA CONTROVÉRSIA SOBRE O ĀTMAN** * I. O argumento da cognição do Eu entre os bhāṭṭa mīmāṃsaka e na Pratyabhijñā * I. 1. O que a posição de Kumārila e a da Pratyabhijñā têm em comum: o reconhecimento de si mesmo * I. 2. O que distingue a posição da Pratyabhijñā da de Kumārila * I. 2. 1. Em que sentido a consciência do Si é pratyakṣa? * I. 2. 2. Em que sentido a cognição do Eu é um vikalpa? * II. O argumento da memória no Nyāya-Vaiśeṣika e na Pratyabhijñā * II. 1. O que a posição da Pratyabhijñā e a do Nyāya-Vaiśeṣika têm em comum: a necessidade de uma síntese (anusaṃdhāna) e de um substrato (āśraya) * II. 2. O que distingue a posição da Pratyabhijñā da do Nyāya-Vaiśeṣika: a definição da síntese (anusaṃdhāna) e do substrato (āśraya) * II. 2. 1. Os conceitos de síntese e de Si-substrato no Nyāya e no Vaiśeṣika * II. 2. 2. Os conceitos de síntese e de substrato na Pratyabhijñā * III. A questão da relação do Si e das cognições * III. 1. O problema da distinção entre Si permanente e cognição impermanente se ambos são entidades conscientes * III. 1. 1. Em que o Si é imanente às cognições segundo a Pratyabhijñā * III. 1. 2. Em que o Si transcende as cognições segundo a Pratyabhijñā * III. 2. O ponto de vista da Pratyabhijñā sobre a teoria sāṃkhya da relação entre o Si e as cognições * III. 2. 1. A crítica do intelecto-espelho pela Pratyabhijñā: é o consciente que reflete o inconsciente, e não o inverso * III. 2. 2. A crítica da concepção sāṃkhya do Si passivo – um aprofundamento da noção de reflexão consciente * IV. Da identidade do sujeito na Pratyabhijñā * IV. 1. Identidade e individualidade * IV. 1. 1. A continuidade factícia do indivíduo: sua objetividade * IV. 1. 2. A raiz da individuação: identificação factícia ou perda de identidade? * IV. 1. 3. A continuidade real do indivíduo: sua subjetividade * IV. 2. Identidade e dinamismo da consciência * IV. 2. 1. A concepção budista da identidade como pura unidade: o exemplo da crítica da ação * IV. 2. 2. A resposta da Pratyabhijñā: a identidade não é unidade, mas dinamismo * IV. 2. 3. Identidade e idealismo **CAPÍTULO 5. O QUE O IDEALISMO DO VIJÑĀNAVĀDA E O DA PRATYABHIJÑĀ TÊM EM COMUM** * I. A tese: a condição de possibilidade da manifestação externa do objeto é sua existência interna (IPK I, 5, 1) * II. A impossibilidade da manifestação objetiva na perspectiva dos externalismos brâmanicos e budistas (IPK I, 5, 2) * II. 1. A crítica do externalismo ingênuo * II. 1. 1. A evidência do senso comum: o objeto da percepção é externo (bāhya) * II. 1. 2. Ser manifesto não é uma propriedade inerente à natureza do objeto * II. 2. A crítica do externalismo dos bhāṭṭa mīmāṃsaka e dos budistas * II. 2. 1. A tese dos bhāṭṭa: a propriedade de ser manifesto (prakaṭatā), causada pelo ato cognitivo, pertence ao objeto * II. 2. 2. A tese dos budistas externalistas: a particularidade (viśeṣa) de ser manifesto, condicionada pelo ato cognitivo, pertence ao objeto * II. 2. 3. A refutação das duas teses: a relação de sujeito a objeto não é apenas de causalidade, mas de identidade * II. 3. A crítica do externalismo dos prābhākara mīmāṃsaka * II. 3. 1. A tese dos prābhākara: a cognição, que é manifestação (prakāśa) do objeto, é uma propriedade do sujeito * II. 3. 2. Sua refutação: se a manifestação e o objeto são separados, a manifestação do objeto é impossível * II. 4. Em que sentidos a luz consciente não pode ser “separada” (bhinna) * II. 4. 1. A luz não pode ser separada (bhinna) do objeto: ela deve constituir sua essência * II. 4. 2. A luz não pode ser cindida (bhinna) em cognições heterogêneas: sua unidade deve transcender a diversidade objetiva * III. A impossibilidade da diversidade fenomênica na perspectiva dos externalismos brâmanicos e budistas (IPK I, 5, 3) * III. 1. A necessidade para o externalista de adotar a doutrina segundo a qual a consciência é sem aspecto (nirākāratāvāda) * III. 2. A refutação do nirākāratāvāda * III. 3. Se a consciência tem o aspecto do objeto, o objeto não é senão um aspecto da consciência? O argumento do sahopalambhaniyama * III. 4. A réplica dos budistas externalistas: a diferenciação fenomênica tem sua causa fora da cognição * III. 4. 1. As cognições diversas são causadas por objetos diversos * III. 4. 2. As cognições diversas e os objetos diversos dependem de um mesmo conjunto de condições (ekasāmagrī) * III. 5. A resposta da Pratyabhijñā: toda diferenciação fenomênica tem uma causa interior à consciência * III. 5. 1. A impossibilidade de explicar por causas externas as diferenças inerentes aos objetos manifestados * III. 5. 2. A impossibilidade de explicar por causas externas as diferenças inerentes à manifestação dos objetos * IV. A conclusão do argumento: ser é ser manifesto **CAPÍTULO 6. O ESPELHO, O SONHADOR E O IOGUE – A REFUTAÇÃO DO EXTERNALISMO DOS SAUTRĀNTIKA E DO IDEALISMO DOS VIJÑĀNAVĀDIN** * I. O externalismo inferencial dos sautrāntika e a crítica do idealismo dos vijñānavādin (IPK I, 5, 4-5) * I. 1. A tese dos sautrāntika: o objeto externo (bāhyārtha) deve ser inferido * I. 1. 1. Em que sentido o objeto externo é “um objeto de inferência” (anumeya)? * I. 1. 2. A razão da inferência: a consciência, indiferenciada, não pode ser a causa da diversidade fenomênica * I. 2. A teoria das impregnações (vāsanā) do vijñānavādin e sua crítica pelo sautrāntika * II. A crítica do externalismo inferencial dos sautrāntika com auxílio de argumentos do Vijñānavāda (IPK I, 5, 6) * II. 1. A inferência do objeto externo é inútil * II. 2. As contradições do objeto externo * II. 2. 1. O argumento principal * II. 2. 2. Os argumentos adicionais * III. Uma alternativa aos modelos do espelho e do sonhador: a criação do iogue (IPK I, 5, 7) * III. 1. Uma criação sem causa material (nirupādāna) * III. 2. A realidade (vastutva) da criação do iogue – uma violação da racionalidade? * III. 2. 1. A “racionalização” da criação do iogue: causalidade mundana (laukika) e causalidade supramundana (lokottara) * III. 2. 2. A causalidade supramundana e o problema da inferência * III. 3. A função do dṛṣṭānta da criação do iogue na demonstração do idealismo da Pratyabhijñā * III. 3. 1. Um círculo lógico? * III. 3. 2. O papel do exemplo (dṛṣṭānta) na inferência: um apelo à experiência * III. 3. 3. O dṛṣṭānta: exemplo ou analogia? Três hipóteses (saṃbhāvanā) para dar conta da variedade fenomênica * III. 3. 4. As analogias do sonho, da recordação e da imaginação * III. 3. 5. As razões da preferência da Pratyabhijñā pela analogia do iogue * III. 3. 6. A liberdade criadora da consciência: hipótese ou evidência? * IV. A crítica do externalismo inferencial dos sautrāntika pela Pratyabhijñā (IPK I, 5, 8-9) * IV. 1. A necessidade para o objeto inferido de ter sido percebido no passado * IV. 2. O contraexemplo da inferência dos órgãos sensoriais e sua crítica * IV. 2. 1. A objeção do externalista: a distinção entre pratyakṣato dṛṣṭa e sāmānyato dṛṣṭa * IV. 2. 2. A resposta da Pratyabhijñā: mesmo na inferência dos órgãos sensoriais, a causalidade é diretamente percebida * IV. 2. 3. O problema da conceitualização do objeto externo * IV. 2. 4. A ambiguidade do termo “exterioridade” (bāhyatā) e a impossibilidade de estabelecer a existência do objeto externo * V. A liberdade (svātantrya) como causa da variedade fenomênica: uma suposição necessária **CAPÍTULO 7. O CORAÇÃO DO IDEALISMO DA PRATYABHIJÑĀ: A LIBERDADE (SVĀTANTRYA)** * I. A refutação do externalismo equivale à demonstração do idealismo? * II. O argumento do desejo (icchā) (IPK I, 5, 10) * II. 1. Um apelo à experiência, ou uma inferência por “suposição necessária” (arthāpatti)? * II. 2. O paradoxo do idealismo: o problema da consciência da identidade do objeto e do sujeito * II. 3. A análise do desejo (icchā) * II. 4. Se a experiência da interioridade deve ser inferida, a interioridade é um objeto de inferência ou um objeto de experiência? * III. A liberdade (svātantrya) como tomada de consciência (vimarśa) * III. 1. A tomada de consciência (vimarśa), essência da manifestação consciente (prakāśa) (IPK I, 5, 11) * III. 1. 1. O que não é a essência da manifestação consciente * III. 1. 2. O que é a essência da manifestação consciente: a tomada de consciência, liberdade (svātantrya) e felicidade (ānanda) * III. 2. A tomada de consciência é sempre liberdade e felicidade? * III. 2. 1. Gula, gostosura, prazer estético, felicidade suprema * III. 2. 2. A objeção da dor * III. 2. 3. A análise do processo da tomada de consciência do objeto: a passividade do sujeito perceptivo não é senão um estado intermediário * III. 3. O ser-agente (kartṛtva) da consciência ou a liberdade de se fazer Outro (IPK I, 5, 15) * III. 3. 1. A tomada de consciência (vimarśa), ponto de convergência entre poder de conhecimento e poder de ação * III. 3. 2. O sujeito se faz objeto: os poderes de conhecimento e de ação como transformação de si por si * III. 3. 3. O sujeito não é objeto: a liberdade, transformação lúdica do Si no Outro * III. 3. 4. O argumento da intencionalidade da consciência: a liberdade como fundamento da identidade e da alteridade * IV. A questão da alienação * IV. 1. Alienação, identidade e alteridade * IV. 1. 1. A esclerose da diferença – ou o Si tomado pelo Outro * IV. 1. 2. A esclerose da identidade – ou o Outro tomado pelo Si * IV. 2. Alienação e liberdade: a propósito de māyāśakti * IV. 2. 1. Como a alienação é possível? * IV. 2. 2. A liberdade, causa da alienação – ou a alienação como jogo (krīḍā) * IV. 2. 3. A liberdade, meio da alienação – ou a alienação como realização do impossível * IV. 3. A alienação é uma questão? **CAPÍTULO 8. O OUTRO NA PRATYABHIJÑĀ: SOLIPSISMO OU INTERSUBJETIVIDADE?** * I. A negação da realidade do indivíduo empírico e do outro * I. 1. O corolário da evidenciação dos poderes do Senhor: aquela da impotência do indivíduo * I. 1. 1. O sujeito empírico não age: o oleiro é Śiva * I. 1. 2. O sujeito empírico não conhece nem imagina: é a consciência absoluta que conhece e imagina nele * I. 2. A negação da realidade do outro * II. A crítica da explicação da alteridade e da intersubjetividade no Vijñānavāda * II. 1. A impossibilidade da consciência da existência do outro no Vijñānavāda: o problema da reificação do Outro * II. 2. A réplica do Vijñānavāda: a alteridade é conhecida por inferência * II. 3. A crítica da inferência do outro pelo sautrāntika: a impossibilidade de estabelecer uma relação causal * II. 4. A impossibilidade da intersubjetividade na perspectiva do Vijñānavāda * II. 5. A crítica da própria tentativa do Vijñānavāda para estabelecer a existência do outro: a contradição com o princípio do idealismo * III. A consciência da existência do outro na Pratyabhijñā * III. 1. O que a teoria do Vijñānavāda e a da Pratyabhijñā têm em comum * III. 2. Uma diferença essencial: a concepção da relação entre conhecimento e ação * III. 3. A consciência da existência do outro: percepção, inferência, intuição advinhadora, reconhecimento * III. 4. O reconhecimento do outro como reconhecimento parcial do Si * III. 5. A intersubjetividade segundo a Pratyabhijñā * IV. Conclusão: alteridade (paratva) e compaixão (kṛpā) na Pratyabhijñā **CAPÍTULO 9. O ESTATUTO ONTOLÓGICO DA DIFERENÇA NA PRATYABHIJÑĀ** * I. O universo diferenciado ou a Grande Ilusão (mahābhrānti) * I. 1. A ilusão intramundana – contradição (bādha) e manifestação incompleta (apūrṇakhyāti) * I. 2. A ilusão intramundana, ilusão na ilusão: o saṃsāra como sonho (svapna) * II. Em que a consciência da diferença é ilusão – a perda de consciência da identidade como fundo (bhitti) * II. 1. A ausência de contradição (virodha) entre a consciência da diferença e a da identidade: a noção de fundo (bhitti) * II. 2. A tesoura da māyā, ou a apreensão exclusiva da diferença * III. Em que a consciência da identidade também é ilusão: a crítica da ontologia do Advaita Vedānta * III. 1. A crítica da concepção da diferença como ilusão inexplicável (anirvacanīya) no Advaita Vedānta * III. 2. O desejo de agir (cikīrṣā) ou a diferença (bheda) apreendida em sua não-diferença (abheda) com a consciência * IV. O ser-si-mesmo, unidade da diferença e da não-diferença * IV. 1. A ambiguidade do conceito de identidade: ser-si-mesmo (ātmatā) e não-diferença (abheda) * IV. 2. Uma ontologia do ato * IV. 3. A diferença como desdobramento da identidade * IV. 4. A diferença como via (upāya) **CONCLUSÃO. A IDENTIDADE OU A LIBERDADE DE SE FAZER OUTRO** * I. Do fundamento da identidade, da alteridade e da diferença na Pratyabhijñā * II. Dos papéis da razão e da experiência na Pratyabhijñā