CAUSALIDADE
MUNDO SENSÍVEL
CAUSAÇÃO
A teoria budista da causalidade é apresentada como dependência funcional entre instantes pontuais de realidade, nos quais cada elemento surge apenas em função de uma totalidade de causas e condições imediatamente antecedentes, sendo existência e causalidade termos equivalentes numa ontologia dinâmica de eficiência — :contentReference[oaicite:0]{index=0}
Kamalaśīla é mencionado ao afirmar que a teoria da causalidade constitui a joia principal da filosofia budista.
Um texto antigo é citado ao declarar que “todas as forças reais são instantâneas” e que a existência nada mais é do que eficiência causal.
A fórmula tradicional afirma que aquilo que existe o faz apenas enquanto exerce eficácia causal.
A negação budista da produção real sustenta que não há coexistência entre causa e efeito nem ação efetiva de um sobre o outro, pois ambos são séries de instantes sem duração, sendo a produção apenas uma sucessão condicionada — :contentReference[oaicite:1]{index=1}
A figura do oleiro e do vaso é utilizada para mostrar a crítica ao realismo que supõe simultaneidade causal.
A escola Vaibhāṣika é mencionada ao admitir causalidade simultânea, sendo criticada por inconsistência lógica.
A metáfora rejeitada da causa que “agarra” o efeito ou o produz como um agente humano é explicitamente recusada.
A teoria budista se constrói em oposição às doutrinas do Sāṅkhya, dos realistas e dos materialistas, rejeitando tanto a produção a partir de si, quanto de outro ou ao acaso, afirmando apenas a dependência funcional — :contentReference[oaicite:4]{index=4}
O Sāṅkhya é mencionado ao sustentar identidade entre causa e efeito.
Os realistas são citados ao defenderem substâncias e relações de inerência.
A fórmula crítica afirma que nada surge de si, de outro ou sem causa.