O dualismo foi a primeira filosofia especulativa elaborada pelo pensamento chinês, exposta no Yi Ching — Livro das Mutações —, o documento mais ininteligível e enigmático de toda a literatura chinesa, cujo verdadeiro significado já havia se perdido no início da dinastia Chou.
O Yi Ching é considerado um dos escritos mais antigos da civilização chinesa
O Rei Wen, que viveu entre 1231 e 1135 a.C., e o Duque Chou, morto em 1105 a.C., interpretaram o livro como um tratado sobre fenômenos naturais e assuntos humanos, utilizável também como livro de adivinhação, e redigiram notas de comentário com sugestões de sabedoria prática e instruções morais
Confúcio, aproximadamente quatrocentos anos depois, esforçou-se por encontrar um fundamento filosófico especulativo nas passagens aparentemente confusas do Yi Ching, sem se satisfazer com a interpretação prática de Wen e Chou
Confúcio teria expressado o desejo de que sua vida fosse prolongada por alguns anos para poder dedicá-los ao estudo dessa literatura misteriosa
Os Apêndices, atribuídos popularmente a Confúcio, contêm reflexões filosóficas que levaram exegetas posteriores a declarar que o Yi Ching era originalmente um tratado filosófico, só depois transformado em livro de adivinhação