Os contatos entre o mundo persa e o grego foram notáveis mesmo antes de Alexandre Magno, e o Império iraniano — estendido entre o Mediterrâneo e a Índia — mais do que separar, oferecia ocasião de unir as duas culturas.
Muitos gregos, sobretudo da Ásia Menor e da Jônia submetidas aos persas, passaram ao serviço dos aquemênidas.
Por volta de 519 a.C., o rei Dario incumbiu Cílax de Carianda, na Cária, de explorar o curso inferior do Indo.
Hecateu de Mileto escreveu sobre a Índia já em 500 a.C.
A conquista persa do noroeste indiano, que durou até 331 a.C. — quando Alexandre sucedeu aos aquemênidas —, tornou necessária a colaboração entre funcionários iranianos e indianos.
Demócedes de Crotona, médico na corte de Dario, retornou à pátria após uma cura bem-sucedida.
Apolônides de Cós exerceu a medicina na corte de Artaxerxes e morreu na Pérsia.
Ctésias de Cnido, médico de Artaxerxes II, foi autor crédulo de uma obra sobre a Pérsia — famosa na Antiguidade.
O músico Aristodemo de Tarento, do século III a.C., afirmava, segundo Eusébio, que na escola de Sócrates havia também um indiano, o qual objetava ao mestre — empenhado em conhecer o homem — que não é possível compreender o homem sem antes ter notícia de Deus.
Após as conquistas de Alexandre, os vínculos entre a Hélade e a Índia estreitaram-se naturalmente: o macedônio levou consigo Onésicrito, discípulo de Diógenes, além de Anaxarco e Pirro — este retirado à vida eremítica.
Da Índia voltou com Alexandre um asceta chamado Calano, que, chegado à Pérsia, lançou-se sobre uma pira ardente diante de uma multidão reunida para assistir ao seu sacrifício voluntário.