Ao afirmar que os seres são vazios de toda essência por seu caráter contingente,
Nagarjuna recusa a existência ao que é contingente, causado e relativo — e essa posição dialoga diretamente com a questão metafísica ocidental da essência, pois São Tomás de Aquino declara: “A essência enuncia que por ela e nela o ser possui a existência”, subordinando a inferência do ser à essência.