BÉHAR, Pierre. Les langues occultes de la Renaissance: essai sur la crise intellectuelle de l’Europe au XVIe siècle. Paris: Desjonquères, 1996.
A concepção dos astros em
Agrippa constitui um dos eixos fundamentais de sua magia celeste.
Os astros não são corpos materiais inertes.
Eles são princípios ativos dotados de virtudes espirituais.
A astrologia deixa de ser apenas ciência de observação e torna-se fundamento operativo da magia.
Agrippa herda de Ficino e do neoplatonismo a doutrina das influências astrais.
Os planetas irradiam virtudes específicas sobre o mundo sublunar.
Essas influências são transmitidas por intermédio do spiritus mundi.
O cosmos forma um continuum animado, sem rupturas ontológicas.
Agrippa não estabelece limites claros à ação dos astros.
A liberdade humana não é tematizada de modo rigoroso.
A astrologia tende a englobar toda a vida moral e espiritual.
O risco do determinismo permanece latente.
A magia celeste em
Agrippa aproxima astrologia, religião e técnica.
Os astros tornam-se objetos de invocação.
Seus nomes e símbolos são utilizados ritualmente.
A contemplação do céu transforma-se em instrumento de poder.
A doutrina astrológica de
Agrippa intensifica as ambiguidades de seu sistema.
O cosmos aparece como totalmente governável.
A distinção entre ordem divina e manipulação humana enfraquece.
A astrologia deixa de ser leitura do mundo para tornar-se meio de ação sobre ele.