BÉHAR, Pierre. Les langues occultes de la Renaissance: essai sur la crise intellectuelle de l’Europe au XVIe siècle. Paris: Desjonquères, 1996.
A conversão dos nomes hebraicos em símbolos geométricos constitui um procedimento técnico decisivo na magia cabalística sistematizada por
Agrippa.
Os nomes divinos deixam de operar apenas como sequências verbais.
Eles são transpostos para o domínio da figura.
A linguagem sagrada é traduzida em forma visível e operativa.
Essa técnica exemplifica a ambiguidade central do sistema de
Agrippa.
O divino é tornado acessível por meios formais.
A mediação simbólica substitui a mediação teológica.
A conversão da palavra em figura revela tanto a potência quanto o risco da magia cabalística.