A amizade e o amor só criam raízes na adversidade e no infortúnio, e sem essa prova há apenas camaradagem.
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A planta do amor pode crescer sem lágrimas, mas não se enraíza sem esse orvalho.
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Em amor, só é fiel e constante quem extirpou em si a infidelidade e a possibilidade de renegação (como o posse mori de Santo Agostinho).
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Deus criou o homem sem pecado, em estado de inocência, mas queria que a possibilidade de falta fosse extirpada pela ação, cooperação e mérito do próprio homem.
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Todo amor começa na inocência, mas deve passar pela prova para se confirmar e encontrar sua posição e estabilidade (bewährter Stand und Bestand).
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Não era necessário que o homem renegasse ou traísse a Deus, mas era preciso que houvesse tentação e resistência à tentação para que o homem se provasse e sua relação com Deus se consolidasse.
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O amor de Deus pelo homem desce para elevar a natureza, estende-se horizontalmente como amor humano e, depois, desce mais profundamente como amor da natureza para elevar esta ao homem.
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Adão foi submetido à dupla tentação: uso despótico da natureza ou submissão escrava a ela; Lúcifer sucumbiu à primeira, o homem à segunda.