Baader não dedica à mulher um culto sem reservas, independentemente do fato de que o mal se introduziu na humanidade pelo canal da tintura feminina.
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Em carta de 1834, explica que a mulher não pode dispensar o Espírito nem os sacramentos porque, particularmente no amor, não consegue ir além da “constelação sidérica” – ou instinto superior –, ao passo que o homem a isso chega.
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O perigo está em divinizar essa “constelação sidérica”; é sempre necessário recolocá-la e considerá-la na região que lhe é própria.
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Se o homem pode ir diretamente a Deus, a mulher chega melhor a ele passando pelo homem.
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Toda união verdadeira pressupõe uma subordinação: o amor difere conforme os dois membros do casal se encontrem um sob o outro ou um diante do outro.
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São Paulo (Efésios, V) ensina que o homem deve amar a mulher – como a cabeça o corpo, ou o Senhor a comunidade – e que a mulher deve venerar (verehren) o homem: cabe primeiro ao homem amar a mulher, “descendo” em direção a ela para que por essa descida ela seja “elevada”.
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Um homem não pode amar uma mulher que se recusa a essa elevação; uma mulher não pode venerar um homem que não se inclina sobre ela com amor.
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“A mulher só se apreende em e pelo homem; o homem só pode se desenvolver na mulher.”
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Em carta a Stransky de 1840, Baader lamenta o “declínio do coração e o monstruoso desenvolvimento da inteligência”, fazendo as mulheres perderem cada vez mais seu poder legítimo sobre os homens – por culpa deles –, restando-lhes apenas a má arma de uma sensualidade sem coração, ou a semelhança com fantasmas de seres híbridos desprovidos de feminilidade.