Na palavra, que é portanto genitus, reproduz-se a relação andrógina das duas tinturas pelo concurso da vogal e da consoante, pois a vogal, tintura masculina, precisa da consoante para se expressar e se articular completamente, e a consoante, tintura feminina, precisa da vogal para ser expressa.
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Deus será por conseguinte a vogal por excelência, que na superabundância de Sua sonoridade, determinada no seio da íntima troca entre as Três Pessoas, permite por sua matriz natural eterna dar forma e expressão à consoante da criação
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A Sophia, nem criada nem criadora, representa esse equilíbrio, esse uníssono, entre a vogal divina e a consoante criatural
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O Verbo introduz na Sophia o aspecto masculino-andrógino, a palavra formadora e seminal, e um aspecto feminino andrógino que a excita a reproduzir na natureza unida à palavra seminal uma sonoridade doadora de forma, e a sonoridade significante do Verbo divino se verte na matriz para se fazer significado distinto e ao mesmo tempo dá a ela a essência, fazendo-a passar do silêncio à vida.
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Esse princípio é o da Tábua de Esmeralda tantas vezes citada por Baader: Vis ejus integra est, si conversus fuerit in terram
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A eternidade divina pode então ser considerada como andrógina, livre descensus-ascensus, excitação e apaziguamento, entrada das duas tinturas uma na outra e saída uma da outra com um terceiro termo mediador e uma totalidade quaternária