Deus busca incessantemente a criatura para encontrar nela a matriz onde celebrar a paz do sabá, o repouso no movimento e o movimento no repouso.
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Após o pecado de Adão, Deus saiu do mais profundo de si mesmo, de sua aseitas, para dar-nos seu Filho.
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Em carta a Stransky de 1840, Baader evoca o sacrifício do Pai por meio de uma bela imagem alquímica: do leão ígneo vermelho (parte vermelha, masculina, da tintura) e do cordeiro branco (parte branca, feminina, da tintura) nasceu o leão rosado (rosin) ou cavaleiro — o jovem de coração virginal.
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O sangue e os nervos representam na natureza animal essa dupla tintura que Baader vê perfeitamente unida na figura de Cristo.
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A cristologia baaderiana desenvolve os temas da reunificação, conjunção dos opostos e androginia.
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Em carta a C. D. von Meyer, o teósofo lembra que assim como a planta une sem confundir a terra e o céu, é por meio de Cristo — primogênito antes de toda criatura e ao mesmo tempo primeiro ressuscitado — que se efetua a união de Deus e do homem.
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O Salvador é andrógino para Baader — embora seja muito duvidoso que Cristo fosse andrógino para Boehme — e está casado com a humanidade celeste, devendo cada ser humano tomar parte nesse casamento (Efésios V, 32).
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Em Fermenta Cognitionis, Cristo reúne o Amor e a Cólera divinos.