A concepção por vezes do corpo eterno como o suporte da alma no céu.
A possibilidade de a teoria do corpo eterno se substituir à ideia de alma, podendo-se identificar explicitamente as duas noções, como atesta a afirmação do autor: “É a nossa alma”.
A narrativa da origem: Deus tinha desposado o corpo e a alma “para que permaneçam um junto ao outro de maneira imortal”, mas o pecado os separou, tornando a alma imortal e o corpo mortal.
A doutrina de que, dado que o homem deve estar corporalmente presente no céu, Deus Filho deu à alma um novo corpo, o corpo eterno, e tornou a desposar a alma com este novo corpo, “para que aquele corpo e a alma sejam doravante uma só e mesma coisa”.
A definição da ressurreição como a ascensão deste novo corpo ao céu, e não do espírito ou da alma sozinhos, nem da carne de Adão, sendo desde então santificado.
A condição dos “antepassados” que, antes de Cristo, possuíam a alma mas ainda não este novo corpo, pois “as almas de todos os antepassados foram conservadas até à paixão de Jesus Cristo; a partir desse momento, eles adquiriram o corpo novo e santo”.
A afirmação de que este corpo é da mesma natureza que a alma.
A necessidade de o corpo eterno receber a injunção de participar na Ceia para poder crescer, pois não conhece a fome e não sente por si mesmo a sua necessidade.
A justificação da criação do corpo eterno pela distinção ontológica entre o homem e os anjos, pois “a alma já nunca mais é pálida e nua, está revestida com o vestido de carne e sangue do Espírito Santo, pois o homem deve ser carne e sangue para que haja uma diferença entre ele e os anjos”.