O segundo grupo de afirmações, onde “espírito” se entende no sentido de “seres espirituais”.
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A questão da origem de uma cura, se devida a uma erva medicinal, a Deus, a um espírito ou a um anjo, com a resposta unívoca de Paracelso: em todos os casos, é devida a Deus.
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A concepção do espírito como manifestação de um defunto, justificada pelo milagre contínuo de Cristo da ressurreição dos mortos, não na sua carne, mas “sob uma forma equivalente; e ele transforma- os em espírito que opera”, seres estes sem carne nem sangue, por não haver fé, chamados “seres espirituais”.
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A possível expressão de um vínculo conceptual entre o espírito propriamente dito e o ser espiritual, sendo este uma representação autônoma da realidade interior.
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A referência ao comando sobre “os espíritos das ervas e das raízes”, cuja natureza – material, espiritual ou um ser espiritual – é indeterminada.
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A tendência de Paracelso para chamar “espíritos” a forças inerentes ao corpo, como os “quatro espíritos” no interior do corpo que o corpus alimenta.
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A dificuldade análoga na literatura hermética, assinalada por Kroll, sobre a definição da noção de noûs.
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As várias concepções do noûs: idêntico no cosmos e no homem, distinto do animal, identificado com o verbo que diferencia a vida humana; compreendido como endyma; como instinto nos animais; ou como próprio apenas do homem piedoso e bom.