A tentação é grande de inscrever
Paracelso nessa história, embora se saliente que ele não teve a influência dos espíritos mencionados, podendo-se encontrar em seus textos éticos e políticos ideias e teses que se pensa reconhecer sem risco de erro, donde nasceram diversas interpretações que contêm verdades parciais ao menos em primeira aproximação, como a de Menrad que em 1902 salientou aspectos socialistas de certos escritos, a de Kurt Goldammer que afirma que o pensamento social de
Paracelso se caracteriza ao mesmo tempo pelo utopismo e pelo arcaísmo e vê nele essencialmente um teólogo cujas teses sociopolíticas beiram por vezes o anarquismo, a de J.-F. Marquet que o considera um utopista que clama por um império totalitário anunciando
Fichte, a de Hartmut Rudolph que insiste sobretudo na crítica da Igreja, no humanismo e no milenarismo, e a de Ernst Kaiser que interpreta a divisa de
Paracelso num sentido individualista conforme o que se pensa ser o espírito da Renascença.