A Onipotência, seja qual for o seu nível hipostático (Sobre-Ser), Ser ou Existência; seja o Infinito puro (Ananda), ou sua prolongação no Ser (Prakriti), ou também a ilimitação da Substância cósmica existente (= Saraswatî — Lakshmî — Pârvatî). Segundo
Paracelso, Deus “Filho” pressupõe não apenas o “Pai”, mas também a “Mãe”; esta se encontra mais ou menos escondida no “Pai”, e Maria é quem a personifica no plano humano. Essa opinião é plausível no sentido de que o Infinito pode ser considerado metaforicamente — se aceitarmos esse tipo de simbolismo e pressupondo um quadro que o torne possível — como a “Esposa” (shakti) do Absoluto e a “Mãe” da Perfeição divina ou do Bem supremo; o Infinito se reflete então necessariamente, de um modo “de força maior”, na Mulher-Avatâra.), prefigurando com sua ilimitação ao mesmo tempo estática e dinâmica a complementaridade “espaço-tempo”, ou mais concretamente a do éter e de sua potência vibratória; o éter é, em nosso mundo material, a substância básica que prefigurando, por sua vez, a complementaridade “massa-energia”. E lembremos, nesta ocasião, que o vazio espacial é, na realidade, o éter, que é, portanto, um vazio relativo e simbólico; da mesma forma, o vazio temporal, se assim se pode dizer — a ausência de mudança ou de movimento — é, na realidade, a energia latente do elemento etéreo, pois não há inércia absoluta. O espaço concreto é uma substância, ou a substância, a primeira de todas; o vazio concreto é uma vibração, ou a vibração, que comunica todas as outras. Se o vazio empírico fosse absoluto como apenas um princípio pode ser, seria um puro nada, e não haveria extensão possível — nem espacial nem temporal — pois não se pode adicionar um nada a outro nada; o ponto não poderia então gerar concretamente a linha, nem o instante a duração. Somente uma substância — por definição energética ou vibratória — pode transmitir conteúdos, sejam eles estáticos ou dinâmicos. TRAS LAS HUELLAS DE LA RELIGION PERENNE: DIMENSIONES, MODOS Y GRADOS DEL ORDEN DIVINO LA VÍA DE LA UNIDAD