No Pai Nosso o cristão pede o pão cotidiano a Deus enquanto Pai, não apenas enquanto Criador como o daria aos pagãos, mas existe outro pão: o que Cristo instituiu na última Ceia, dizendo que não comeria nem beberia com os apóstolos até o fim dos tempos no reino dos céus.
-
Esse pão criado por Cristo para a nova criatura não está incluído no Pai Nosso.
-
O dom do Filho vai apenas aos que creem nele e recebem o novo nascimento, a beatitude, a redenção, a ressurreição e o reino eterno.
-
O dom do Espírito Santo não é o de criar um terceiro nascimento, mas o de iluminar o nascimento antigo e o novo: o Pai é autor do nascimento no tempo, o Filho instaura o nascimento pela eternidade, e o Espírito Santo ilumina ambos.
-
Os que reconhecem em Deus o criador de todas as coisas recebem do Espírito Santo uma luz natural, não uma luz que conduz à vida eterna, pois procede do criador e não do Filho.
-
Muitas cabeças inteligentes e eruditas entre os não cristãos, como Aristóteles, Platão e Virgílio, foram iluminadas pelo Espírito Santo com essa luz natural.
-
O Espírito Santo que emana do Filho proporciona a luz eterna aos que creem no Filho, e quanto mais forte é a fé mais intensa é a luz e mais sabedoria ela procura.
-
É o mesmo e único Espírito que procede do Pai e do Filho, indo do Deus criador à criatura e do Filho aos que possuem a fé cristã.
-
A cada um é dado em proporção à sua fé, tanto ao cristão quanto ao não cristão: a luz natural vem do Pai, mas a luz espiritual que vem do Filho aumenta e fortalece a inteligência que vem do criador.