A astrologia desenvolveu uma medicina de base cosmológica que reconduz as doenças e as características físicas do corpo humano a causas celestes, opondo-se à tradição que ela denomina materialista.
Paracelso fez remontar essa medicina iniciática às antigas fontes egípcias, relacionando as alterações do organismo com sua causa celeste.
Com base na medicina astrológica, seria possível identificar uma doença anos antes de seu aparecimento, conhecer sua natureza, o momento de ataque ao organismo e sua evolução.
A cada planeta é atribuída a capacidade de estimular um aspecto particular de energia biológica: ao Sol, a capacidade vital e energética; à Lua, a nutritiva e expulsiva; a Marte, o poder inflamatório e dilatante; a Saturno, os traços depressivos e atônicos.
As diversas partes do corpo são distribuídas em correspondência com os signos celestes: Gêmeos presidem aos braços e pulmões, Leão ao coração, Balança aos rins e Escorpião ao aparelho genital.
Aspectos físicos como estatura, aspecto capilar, cor da pele, formato do rosto, tamanho dos olhos, implantação das orelhas e calvície são reconduzidos a influências de corpos celestes, correspondendo, em âmbito mais restrito, ao que hoje se chama herança genética.
A astrologia também atentou para aspectos da vida coletiva e histórica: condições gerais do Estado, modo de vida das massas, prosperidade de nações, desenvolvimento da riqueza, atividade dos instrumentos de troca, guerras, cataclismos e ascensão e queda de governos.