SIMBÓLICA DO SONHO (VALETTE)

Resumo de apresentação de SCHUBERT, Gotthilf Heinrich von. La Symbolique du rêve. Paris: A. Michel, 1982.

A Simbólica do Sonho, de Schubert, e A Alma do Mundo, de Schelling, são as obras mais célebres da filosofia da natureza e do romantismo alemão, partilhando títulos de alto poder evocador e característicos de um modo de pensar em ruptura radical com o racionalismo iluminista.

Essa busca exaltada das mensagens da alma e dos signos da natureza ressuscita um modo de pensamento já presente na Naturphilosophie do Renascimento e do período barroco, com pensadores como Paracelso (1493-1541), Jakob Boehme (1575-1624) e Oetinger (1702-1782).

O fator mais importante no surgimento do romantismo foi a filosofia kantiana e suas amplificações por Fichte (1762-1814), cuja Wissenschaftslehre (Teoria da Ciência), de 1794, favoreceu o primeiro romantismo.

O iniciador filosófico desse segundo movimento foi Schelling (1775-1854), cuja Naturphilosophie engendrou direta ou indiretamente numerosos espíritos fecundos conhecidos como filósofos da natureza.