Os símbolos se apresentam em grande variedade de espécies, podendo qualquer coisa constituir a base de um símbolo, com critérios próprios para sua escolha e emprego.
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O simbolismo numérico, empregado especialmente pelos pitagóricos, depois pelos cabalistas e maçons, usa números inteiros como símbolos e suas potências, resíduos e raízes como virtudes anagógicas.
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O simbolismo das letras do alfabeto conecta-se ao numérico, que está na base da tradição cabalística.
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O simbolismo geométrico dos platônicos e neoplatônicos liga-se ao numérico e estende-se às artes sagradas que envolvem proporções, ritmo e harmonia: arquitetura, canto, música, dança, poesia e pintura.
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Da heráldica e da emblemática aos fenômenos físicos (simbolismo polar, solar, meteorológico e hermético), dos fenômenos biológicos (fermentação, putrefação, germinação, metamorfose, ressurreição, alimentos e bebidas espirituais) às formas de atividade humana (simbolismo régio, da guerra santa, da navegação, da construção de templos e cidades, da custódia de objetos sagrados), eventos históricos e lendários também podem tornar-se base de simbolismo.
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Os mitos (mythos: “o que é dito”; tradição) não são símbolos, mas podem ter caráter simbólico e tornar-se base de certo simbolismo, como a mitologia pagã forneceu símbolos aos hermetistas Michael Maier e Pernety.