O simbolismo que Dante usa nos últimos cantos do Purgatório, com a imersão no rio Lete seguida pela do Eunoè, é um simbolismo pagão bem conhecido de Virgílio e
Platão, encontrado no Orfismo mais antigo e nos Mistérios Eleusinos, onde o Lete é oposto à fonte fresca da Memória que concede o despertar e a imortalidade.