A propaganda de Elizabeth I articulava a reforma protestante da Igreja com o imperialismo sagrado e a tradição cavaleiresca arturiana, apresentando a Rainha Virgem como soberana de uma ordem religiosa purificada, cuja autoridade e missão se irradiavam pelo mundo.
A reforma conduzida pela monarquia encontrava legitimidade na tradição da participação dos imperadores nos concílios da Igreja, conferindo à soberania Tudor uma dimensão religiosa e imperial.
A descendência mítica de Arthur transformava os cavaleiros da rainha em agentes de uma reforma simultaneamente britânica, protestante e universal, cuja expressão poética foi imortalizada em A rainha das fadas.
Jaime I procurou herdar a simbologia de Elizabeth ao reivindicar, por intermédio de Henrique VII, a descendência de Arthur e apresentar a união das coroas inglesa e escocesa como restauração da unidade britânica, embora sua concepção de governo se afastasse da missão reformadora associada aos Tudor.
O ideal elisabetano vinculava a paz à constituição de uma ordem religiosa universalmente purificada e sustentada pela tradição cavaleiresca.
A afirmação jacobina do direito divino assumia um caráter mais partidário, enquanto sua política de paz privilegiava a prevenção dos conflitos, sem compromisso equivalente com a reforma universal ou com o protestantismo europeu.
As tensões do reinado de Jaime resultavam da discrepância entre a expectativa de continuidade da liderança protestante elisabetana e uma política efetivamente orientada pelo temor das potências católicas espanholas e habsburgas e pela disposição de apaziguá-las.
A mudança da atmosfera cortesã sob Jaime inquietava representantes da geração elisabetana, como Fulke Greville e Walter Raleigh, pois o enfraquecimento dos ideais de castidade e dignidade correspondia ao eclipse do puritanismo cavaleiresco e da tradição de Philip Sidney.
O abandono de John Dee, cuja tradição mágica e científica havia contribuído para fundamentar o imperialismo britânico elisabetano, significava também a marginalização de um movimento intelectual e político profundamente associado à época de Elizabeth.
Seu desprestígio começara ainda no final do reinado elisabetano, após o retorno da Boêmia, e persistiu quando Jaime recusou protegê-lo das acusações de magia negra.
Sua morte na pobreza, em 1608, evidenciava a perda de reconhecimento de uma tradição com a qual Philip Sidney provavelmente mantivera afinidades.
Um renascimento elisabetano desenvolveu-se, contudo, em torno do príncipe Henrique, primogênito de Jaime, cuja determinação e capacidade de liderança alimentaram expectativas interrompidas por sua morte prematura, em 1612, antes que pudesse exercer plenamente sua influência histórica.
O príncipe Henrique reunia austeridade moral, disciplina cortesã e convicção protestante em um projeto de preparação militar e naval, ao mesmo tempo que parecia admitir a possibilidade de uma solução abrangente para as divisões religiosas.
A formação de uma casa principesca com mais de quinhentos jovens submetidos a exercícios militares e exigências de conduta virtuosa conferia expressão prática ao ideal de liderança cavaleiresca.
Sua religiosidade não excluía certa moderação confessional, manifestada na recusa de permitir que o papa fosse chamado de Anticristo em sua presença.
O interesse por matemática, fortificações e construção naval, o apoio a Phineas Pett e as consultas a Raleigh aproximavam a preparação política do conhecimento técnico, em contraste com o encarceramento desse conselheiro por Jaime.
A imagem pública de Henrique, jovem austero que se preparava para uma missão futura, recuperava o prestígio moral de Philip Sidney e fazia de sua corte uma continuidade mais convincente das tradições elisabetanas do que a corte de seu pai.
A preparação de Henrique para uma possível liderança da Europa protestante apontava para uma atitude mais firme diante dos Habsburgo, mas sua morte e a destruição de seus documentos impedem determinar se seus projetos conduziriam à guerra ou a uma reorganização capaz de evitar o conflito europeu.
Os contatos com Christian de Anhalt e outros dirigentes protestantes permitem considerar a hipótese de uma grande aliança destinada a enfraquecer os Habsburgo e abrir caminho à conciliação religiosa.
Permanece indeterminável se tal intervenção teria arrastado a Grã-Bretanha à devastação ou eliminado condições que posteriormente favoreceram a Guerra dos Trinta Anos.
A interrupção desses projetos aproxima Henrique do rei francês Henrique IV, assassinado quando se preparava para uma iniciativa militar na Alemanha cujo alcance histórico também permaneceu incerto.
O assassinato de Henrique IV, pouco antes da investidura de Henrique como príncipe de Gales, deixou uma lacuna na liderança europeia contrária à hegemonia habsburga, tornando plausível que o jovem príncipe fosse considerado um futuro continuador dessa função.
As esperanças de reconciliação religiosa despertadas pela conversão de Henrique de Navarra continuavam presentes na Europa do início do século XVII, apesar da repressão inquisitorial e dos limites confessionais estabelecidos pelo Concílio de Trento.
O destino de Giordano Bruno, que regressara à Itália animado por expectativas ligadas ao rei de Navarra e terminou condenado à fogueira, evidenciava a distância entre os projetos conciliatórios e a intolerância efetiva.
Uma possível estratégia de Henrique consistiria em enfraquecer militarmente os Habsburgo antes de buscar a conciliação, distinguindo-se da paz por apaziguamento praticada por Jaime.
Os retratos de Henrique condensam a passagem da promessa cavaleiresca à interrupção trágica de seu destino, contrapondo a figura juvenil investida de uma missão à imagem enfraquecida de um príncipe prestes a morrer sem realizar as esperanças nele depositadas.
As mascaradas cortesãs difundidas por Inigo Jones construíram a imagem de Henrique como jovem destinado a grandes realizações, retomando, em exercícios cavaleirescos inseridos em cenários romanescos, a tradição dos torneios comemorativos da ascensão de Elizabeth ao trono.
O Torneio de barreiras do príncipe Henrique, realizado em Whitehall em janeiro de 1610, combinou demonstração efetiva de habilidade militar e espetáculo alegórico, unindo a poesia de Ben Jonson à cenografia de Inigo Jones na apresentação pública do príncipe.
A primeira cena do espetáculo representava a decadência da cavalaria por meio de um palácio arruinado e do túmulo de Merlin, cujo despertar anunciava a recuperação conjunta da sabedoria, da magia e da ordem cavaleiresca pela intervenção de Henrique, figurado como Meliadus.
A passagem do palácio arruinado ao esplendor do Pórtico de São Jorge convertia a restauração arquitetônica em imagem da renovação cavaleiresca, enquanto a personificação da Cavalaria despertava e saía do confinamento diante de Meliadus e seus companheiros.
A convocação da Cavalaria para que se abrissem as portas enferrujadas e acorressem cavaleiros de todo o mundo transformava o início do combate em manifestação pública de uma ordem restaurada, cuja vitalidade se demonstrava na destreza e na graça do príncipe e de seu séquito.
A mitologia Tudor conferia à restauração cavaleiresca protagonizada por Henrique uma genealogia imperial, reunindo Arthur, a Dama do Lago e Merlin em uma celebração da unidade britânica e do cumprimento de antigas profecias.
A identificação principal de Jaime com um Arthur renovado e superior legitimava a dinastia Stuart mediante Henrique VII, transmitindo ao novo soberano tanto o direito ao trono inglês quanto o patrimônio mítico troiano e arturiano associado ao governo de Elizabeth.
Henrique recebia a missão de atualizar as glórias ancestrais mediante a restauração da cavalaria e da harmonia, sendo apresentado como herdeiro da resistência britânica a César, das vitórias de Henrique V e do triunfo elisabetano sobre a Armada espanhola.
A profecia dirigida à princesa Elizabeth vinculava seu futuro casamento à formação de uma descendência de alcance internacional, antecipando de maneira sugestiva sua participação na história da Boêmia e a posterior ascensão de seus descendentes ao trono britânico.
A estreia pública de Henrique assumiu, assim, a forma de uma entrada teatral na história, na qual a libertação da Cavalaria diante da família real o constituía como herdeiro de Bruto e da tradição lendária britânica.
A simbologia inaugurada pelo Torneio de barreiras permaneceu nas festividades até a morte de Henrique, preservando a precedência monárquica de Jaime, mas deslocando para Henrique e Elizabeth as promessas de renovação e as esperanças depositadas na geração seguinte.
A investidura de Henrique como príncipe de Gales, em junho de 1610, concentrou a atenção britânica e europeia sobre sua possível liderança após a morte de Henrique IV, mobilizando grandes multidões em celebrações cujo conteúdo alegórico não foi inteiramente preservado.
A estimativa de quase meio milhão de espectadores deve ser entendida com cautela, embora indique a percepção contemporânea de uma concentração excepcional de público.
A posterior representação de São Jorge libertando uma donzela, nos fogos dedicados ao noivado de Elizabeth, permite conjecturar uma continuidade com as imagens de libertação cavaleiresca associadas a Henrique, sem comprovar que o espetáculo anterior tivesse o mesmo tema.
A mascarada Oberon, o príncipe das fadas, apresentada em janeiro de 1611, retomou a renovação arturiana ao colocar Henrique à frente de cavaleiros despertados para uma segunda existência, sob a autoridade de Jaime figurado como Arthur.
A recorrência de personagens romanescas saindo de rochas ou cavernas fazia do renascimento cavaleiresco uma recuperação dos valores elisabetanos pela nova geração, enquanto a imagética feérica de Oberon restabelecia a ligação com Elizabeth e com o universo de Spenser.
A História dos reis da Bretanha, de Geoffrey de Monmouth, fornecia a genealogia lendária que permitia aos Tudor e aos Stuart vincular sua soberania a Bruto, descendente de Eneias, e à culminação arturiana da história britânica.
Embora sua autenticidade fosse contestada desde Polydore Vergil, a narrativa conservava força emocional e política por conferir à dinastia uma ascendência troiana comparável à de outras casas europeias.
Sua transferência aos Stuart favorecia a continuidade simbólica entre as dinastias e facilitava a passagem das lealdades, apesar do desenvolvimento da crítica histórica.
O poema Poliolbion, de Michael Drayton, ampliava para a descrição da paisagem britânica o esforço de integrar os Stuart ao mito Tudor, articulando a celebração de rios, cidades, colinas e costas com a história lendária de Geoffrey de Monmouth.
O frontispício da primeira parte de Poliolbion, publicada em 1612 e dedicada a Henrique, representava a Grã-Bretanha como figura feminina revestida de sua própria geografia e cercada pelos poderes que haviam governado a ilha.
A presença de Bruto, César, um saxão e um normando organizava a sucessão histórica em uma composição que culminava na legitimidade dos Stuart.
O leão vermelho em campo dourado, associado a Bruto, e a referência à dinastia reinante reforçavam a continuidade entre a origem mítica britânica e a soberania contemporânea.
A gravura de Henrique como cavaleiro em exercício militar prolongava, no livro, a imagem construída pelas mascaradas, celebrando-o como esperança da Grã-Bretanha e alegria do mundo poucos meses antes de sua morte.
A descrição poética das paisagens de Albion integrava beleza natural, memória lendária e legitimação dinástica, fazendo do desembarque de Henrique VII em Milford Haven o cumprimento da profecia do retorno da antiga linhagem britânica ao poder.
A vinculação do desembarque de Henrique VII ao nome dos Stuart fazia do ancestral comum o ponto decisivo da adaptação do mito Tudor à nova dinastia, assegurando a continuidade entre a recuperação profética do poder britânico e a sucessão contemporânea.
Os comentários eruditos de John Selden a Poliolbion conciliavam a crítica histórica das lendas britânicas com o reconhecimento de sua verdade poética e de sua eficácia na celebração da continuidade dinástica.
A distinção entre autenticidade factual e legitimidade poética aproximava essa atitude da utilização, por Ronsard, de uma ascendência troiana para a monarquia francesa, admitida como matéria patriótica apesar das dúvidas sobre sua realidade.
As profecias atribuídas a uma águia, retomadas por Selden a partir da tradição de Geoffrey de Monmouth, complementavam as profecias de Merlin na interpretação do advento dos Tudor e de seus sucessores Stuart como retorno anunciado da antiga linhagem britânica.
As ninfas fluviais dos mapas de Poliolbion aproximavam a representação geográfica da linguagem das mascaradas cortesãs, sugerindo afinidades com a Festa de Tétis, na qual as damas da corte personificaram rios ingleses durante as celebrações da investidura de Henrique.
As ressonâncias de Spenser em Drayton e Selden situavam Poliolbion entre as últimas manifestações do renascimento elisabetano associado a Henrique e Elizabeth, pouco antes de a morte do príncipe interromper as expectativas que sustentavam o movimento.
Os projetos matrimoniais dos filhos de Jaime expunham de maneira particularmente clara a tensão entre seu apaziguamento diplomático e as aspirações protestantes de seus súditos, pois pretendiam equilibrar uma união de Henrique com o campo católico espanhol e outra de Elizabeth com um príncipe protestante.
A aparente submissão inicial de Henrique às decisões familiares coexistia com a oposição de Raleigh, que, mesmo encarcerado, combatia a possibilidade de um casamento espanhol.
A peça Filastro, de Beaumont e Fletcher, pode ser relacionada à resistência aos casamentos espanhóis, pois seu conflito entre um soberano favorável à união de sua filha com um príncipe espanhol e uma geração jovem contrária ao projeto se aproximava das tensões existentes na família de Jaime.
A oposição entre a integridade dos protagonistas de Filastro e a devassidão do príncipe espanhol convertia o conflito matrimonial em confronto moral e religioso, recuperando o puritanismo cavaleiresco de Philip Sidney.
O nome do protagonista evocava Astrophel, enquanto os cenários pastoris e os vínculos amorosos retomavam o universo da Arcádia.
A impureza do pretendente espanhol e de Megra contrastava com a castidade dos amantes, tornando a união espanhola suscetível de associação com a imagem protestante da Prostituta da Babilônia.
A morte de Henrique sem ter se casado impediu a realização de sua união espanhola, enquanto o casamento de Elizabeth com um príncipe protestante, correspondente à outra metade da política matrimonial de Jaime, já havia adquirido forma concreta.
A chegada do eleitor palatino em outubro de 1612 consolidou uma aliança matrimonial de grande alcance político, apoiada por Henrique e envolvida em uma atmosfera romanesca que atenuava a percepção dos conflitos europeus subjacentes.
O fortalecimento da oposição de Henrique ao casamento espanhol acompanhava rumores de que seguiria a irmã à Alemanha e se casaria com uma princesa protestante alemã.
A afeição entre os irmãos e o amor dos noivos compunham uma imagem arcádica, enquanto a concentração de forças habsburgas e protestantes tornava decisiva a posição que Jaime e a Grã-Bretanha assumiriam.
A morte inesperada de Henrique, aos dezenove anos, privou a geração principesca de seu integrante mais forte e constituiu um golpe contra os projetos protestantes alemães e a oposição europeia aos Habsburgo, lançando uma sombra sobre o casamento de Elizabeth.
A provável febre tifoide não impediu suspeitas de crime, enquanto o acontecimento agravava os temores de Jaime, já marcados pela Conspiração da Pólvora e pelo assassinato de Henrique IV.
A perda do príncipe comprometeu iniciativas ainda em formação, cuja recuperação posterior permaneceu insuficiente.
O casamento de Elizabeth com o eleitor palatino, celebrado em Whitehall em fevereiro de 1613, assumiu a dimensão de uma afirmação religiosa e política da aproximação anglo-protestante, apesar do luto e do adiamento da cerimônia.
A participação do eleitor calvinista no rito anglicano e sua afinidade com o arcebispo Abbot alimentavam expectativas de ampliação da influência anglicana no continente.
As tapeçarias alusivas à derrota da Armada espanhola reativavam a memória da liderança elisabetana, enquanto a ausência dos embaixadores espanhol e flamengo manifestava a oposição à aliança.
A morte de Rodolfo II favorecia conjecturas sobre mudanças no Império, intensificando esperanças de enfraquecimento do domínio habsburgo e de transformações de alcance apocalíptico.
A união da filha de Jaime com o chefe da União dos Príncipes Protestantes Alemães parecia confirmar uma decisão britânica favorável ao campo protestante, despertando entusiasmo entre os defensores da tradição elisabetana.
A princesa Elizabeth foi celebrada como noiva-fênix, figura na qual a Rainha Virgem renascia rejuvenescida e transmitia seus atributos a uma nova portadora de destino histórico, conforme a simbologia desenvolvida no poema nupcial de John Donne.
A pureza da noiva reunia o significado de uma Igreja purificada e a herança religiosa e imperial de Elizabeth I, permitindo projetar sobre a princesa a expectativa de uma missão potencialmente mais ampla do que a da antiga soberana.
A coroa nupcial de ouro, densamente ornamentada com pérolas e diamantes sobre os cabelos longos da princesa, conferia à sua aparência uma majestade imperial que reforçava a associação entre casamento, pureza e destino dinástico.
O Retrato do arco-íris reúne elementos que aproximam a representação de Elizabeth I da imagética nupcial e imperial, particularmente o adorno inspirado em uma noiva tessalonicense e as joias dispostas como coroa.
A juventude do rosto no Retrato do arco-íris contrasta com a idade de Elizabeth I na data aproximada de 1600 atribuída à obra, sugerindo o emprego de uma representação anterior ou idealizada da soberana.
Os cabelos longos e o adorno nupcial permitem interpretar o Retrato do arco-íris como alegoria religiosa da rainha enquanto noiva de Cristo, articulando convenções visuais do casamento com a representação sagrada da monarquia.
O Retrato do arco-íris pode também ser compreendido como expressão do renascimento de Elizabeth I na princesa Elizabeth, cuja condição de noiva-fênix reuniria juventude, dignidade imperial, promessa de paz e personificação de uma Igreja purificada.
As celebrações nupciais articularam o luto por Henrique com uma exuberante produção teatral, na qual a harmonia das esferas e as profecias de futuros reis e imperadores apresentavam a união anglo-alemã como promessa de concórdia religiosa e política.
A mascarada de Thomas Campion e Inigo Jones pode ter incorporado as esperanças de Henrique de superar as divisões confessionais.
Como as festividades haviam sido encomendadas pelo próprio príncipe, sua morte provavelmente exigiu adaptar ou suprimir referências previstas durante a preparação dos espetáculos.
As apresentações da companhia de
Shakespeare para Elizabeth e o eleitor palatino, no período natalino de 1612, inseriram O conto do inverno e A tempestade no contexto das expectativas associadas ao casamento, admitindo-se a hipótese de que a mascarada de A tempestade tenha sido acrescentada para essa ocasião.
As últimas peças de
Shakespeare pertencem ao ambiente de renascimento elisabetano concentrado na geração jovem da família real, e sua imagética ganha inteligibilidade quando relacionada às esperanças políticas, às tradições cavaleirescas e às representações de renovação que acompanharam Henrique e Elizabeth.