Comicidade

R. CANSINOS ASSENS, in Libro de las mil y una noches: el de los conocimientos maravillosos y las historias entretenidas, peregrinas … 5 ̇ed ed. Madrid: Aguilar, 1992.

A qualidade do elemento cômico em As mil e uma noites se relaciona a primitivismos e infantilismos

Na literatura oriental, não há espaço para ironia ou humor no sentido inglês

Os árabes também não possuem a ironia dos gregos

No livro surgem tipos com perfil psicológico de humoristas

O que há em abundância em As mil e uma noites é sal, em variedades fina e grossa

História dos dois graciosos (Noche 584)

Pugna tradicional entre sírios e egípcios pela graça

O egípcio é alegre, travesso e frívolo em contraste com a gravidade dos sírios

Fenianus é o tipo popular representativo da graça síria

A picaresca primitiva parece ter origem no Egito

História de Ahmedu-d-Danaf e Hasan-Schuman com Dalila e Seineb (Noches 387 a 394)

Histórias sobre amor e picardia com magia procedem do Cairo ou Alexandria

Histórias situadas na Síria têm tom grave, edificante e devoto

Bagdá, centro político do grande império, é o local das histórias mais complexas

Há uma série de anedotas atribuídas a Choja, o bufão oficial de Timur Lenk

O vulgo também deformou e criou anedotas atribuídas ao poeta Abu-Nuás

Há no livro uma silva de “ocorrências”, “saídas” e “prontos” que mostram a viveza do gênio árabe

O torrente de hilaridade em As mil e uma noites serve de alívio ao rio caudaloso de choro

Os rapsodos mil-e-uma-noitescos não são comedidos no capítulo do patético

As mil e uma noites compensa e redime suas loucuras com representações ascéticas