São os ingleses e os alemães que preenchem esse intervalo de silêncio francês — os primeiros pesquisando pelo lado da Índia, que lhes é familiar; os segundos, pelo Oriente islâmico.
Em 1800, publica-se em Londres a obra do doutor Jonathan Scott, funcionário do governo britânico em Bengala, intitulada Tales, Anecdotes and Letters, translated from the Arabic and Persian.
Em 1811, o mesmo doutor Scott publica The Arabian Nights Entertainments, a partir de um manuscrito descoberto por Worthley Montague.
Em 1823, em Tubinga, inscreve-se na bibliografia a versão alemã do barão austríaco Von Hammer-Purgstall, feita sobre manuscritos árabes do Cairo e de Istambul.
Em 1824, em Breslau, surge a versão do doutor Max Habicht sobre um manuscrito da Tunísia — ambas mais ricas e completas que a de Galland.
Em 1838, o irlandês Torrens publica em Calcutá sua versão intitulada The Book of the Thousand Nights and One Night, ajustada a um manuscrito egípcio editado por MacNaghten.
No mesmo ano, em Stuttgart, aparecem as Tausend und eine Nacht do doutor Gustavo Weil, arabista estimado por sua Geschichte der Chalifen (História dos Califas), com a menção de “pela primeira vez traduzidas do texto primitivo (Urtexte) íntegra e fielmente”.