Francesca Arnavas, em “Uncanny Fairy Tales: Hybrid Wonders in the Mirror” (Routledge, 2024), propõe algo radicalmente diferente: a dimensão de profundidade do conto é precisamente aquilo que escapa a qualquer interpretação unívoca.
Sua abordagem, baseada no conceito freudiano do “inquietante” (uncanny), mas reformulado cognitivamente, mostra que:
Esta via tem a vantagem de preservar o mistério sem recorrer a qualquer metafísica. O conto é profundo não porque significa algo profundo, mas porque a sua própria forma impede que se esgote em qualquer significado.