Tempo e Morte

MARTINS, Mário. Introdução Histórica à Vidência do Tempo e da Morte. Braga: Livraria Cruz, 1969

A parábola do tempo e da morte

A parábola do homem, do unicórnio e da árvore é apresentada como uma ilustração da condição daqueles que se afastam de Deus e se entregam aos prazeres mundanos, esquecendo-se da morte espiritual.

Interpretação dos elementos da parábola

Cada elemento da narrativa recebe uma interpretação simbólica que remete à morte, ao mundo, ao tempo e aos perigos espirituais.

A relação entre tempo, morte e consciência

A parábola é chamada de “parábola do tempo e da morte”, evidenciando a perseguição implacável da morte e a dependência do homem em relação ao tempo irreversível.

O paradoxo entre o prazer imediato e a morte certa

Apesar da consciência da morte, o instinto humano prende-se ao mundo e busca o prazer imediato, esquecendo os perigos.

A necessidade do equilíbrio diante dos opostos

O paradoxo da vida corresponde ao paradoxo do tempo, que envolve realidades opostas como valor e desvalor, verdade e mentira, sendo necessário equilíbrio para não paralisar as energias nem se reduzir a um ser pedestre.

Origens e variações da parábola entre diferentes obras

A parábola do Horto do Esposo deriva de Jacques de Vitry, mas seus elementos variam conforme a obra, sendo o essencial as figuras do tempo e da morte perseguindo o homem.

A antinomia cristã e a vida como ilusão temporal

Toda a vida cristã está cifrada no trágico paradoxo entre o esquecimento da morte pelo prazer e a amargura causada pelo pensamento da morte, levando os ascetas a desiludir a temporalidade humana.

A lenda de Barlaão e Josafá como parábola do sofrimento

A lenda oriental de Buda, transposta em cristão na Vida de S. Barlaão e S. Josafá, chegou ao Ocidente em versão de códice alcobacense e nos Flos Sanctorum, sendo considerada uma parábola do sofrimento, do tempo e da morte.