Tome-se o caso de “Branca de Neve”, uma história que passou a ser vista como quintessencialmente alemã e
Grimm: na Grécia, conta-se a história de Maroula, uma menina desprezada por Vênus e resgatada de um transe catatônico por seus irmãos; no sul dos Estados Unidos, o Rei Pavão encontra uma menina flutuando nas águas num caixão de ouro; na Suíça, sete anões oferecem abrigo a uma menina e são então assassinados por ladrões porque a menina se recusou a ajudar uma velha; os samoanos contam uma história sobre dez irmãs albinas que são ciumentas da décima primeira filha; num conto armênio, a mãe de Nourie Hadig ordena ao marido que mate a filha porque a lua declarou a menina “a mais bela de todas.”