VADE-MECUM DOS FIÉIS DO AMOR

HCAE

Os Tratados IX e X — A Conquista do Castelo-Forte da Alma

Os Tratados IX e X se diferenciam dos três relatos precedentes em um aspecto essencial: não narram na primeira pessoa o evento do “encontro com o Anjo”, mas apresentam essa iniciação sob a forma de um tema bem caracterizado — a conquista do Castelo-Forte da Alma.

O Vade-Mecum dos Fiéis do Amor — Título e Intenção

O título persa Mu'nis al-oshshaq — “Vade-Mecum dos Fiéis do Amor” — revela de imediato as intenções da obra.

A Literatura Josefiana e o Romance Místico

O Vade-Mecum se inscreve na literatura “josefiana” — a vasta amplificação do tema de José na literatura espiritual dos três ramos da tradição abraâmica.

O Drama Gnóstico e a Liturgia Iniciática

A comparação entre o romance de José e Asenet e o “Vade-Mecum” de Sohravardi revela aspectos estruturais fundamentais.

A Transsumptio Imaginal — A Triade Cosmogônica Transfigurada

A intuição genial do Shaykh al-Ishraq foi substituir à triade das entidades cosmogônicas avicenianas uma triade de nomes que as transfiguram, operando uma transsumptio que ilumina sua função arquetípica no nível do imaginal.

O Discurso Iniciático e a Topografia do Microcosmo

A parte propriamente iniciática, enquadrada pelo romance místico de José e Zolaykhâ, consiste no discurso pelo qual Amor revela a Zolaykhâ o itinerário da viagem que deve permitir-lhe alcançar o “Castelo-Forte da Alma”.