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Minha amiga partiu sem se despedir; ela me esqueceu, não pensa mais em mim; seguindo seus desejos, ela segue seu caminho sem se voltar para mim, que estou desapontado. Ora, eu era seu escravo e nasci naquela casa; ela não levou em conta a minha situação. Rápido como uma lágrima, corri atrás dela: ela não esperou nem um instante, por piedade; eu estava muito triste ao segui-la. O que havia de alegre em mim? Ela não criou para mim nem mesmo a metade de uma alegria. Ela não prende nenhuma mensagem à asa de nenhum pássaro; em companhia de nenhum zéfiro, ela não envia nenhuma pergunta. Em consequência da iniquidade dessa amiga, alma do mundo, Djâmi deu cem vezes a sua alma sem reclamar. (Djâmi, Wickerhauser, Aus Dschamis zweiten Diwan, Viena, 1858, peça VIII.)