ANJO E DEMÔNIO

NĀṢER-E KHOSROW; GASTINES, Isabelle de. Le livre réunissant les deux sagesses. Paris: Fayard, 1990.

Dísticos 14-15:

Anjo, demônio, sei que eles existem; que, certamente, não poderia ser de outra forma.

Fala sobre o quê e o como! Argumente com sensatez, se é que consegues tirar essas noções da manga!

A resposta filosófica à pergunta sobre o que é o anjo afirma que os corpos celestes (planetas e astros que brilham no firmamento) são anjos viventes, falantes e em obra no universo por ordem de Deus.

A resposta dos assistidos pela Inspiração divina (Ahl-e ta'yid) define o anjo como um espírito separado que Deus, pela Instauração criadora, chama eternamente à existência a partir da pêntade (Inteligência, Alma, Heurteuse destinée, Vitória, Imaginação), à qual correspondem respectivamente no exotérico o Cálamo, a Tábua, Serafiel, Miguel e Gabriel.

Deus criou dois grupos de criaturas apenas para adorá-lo: os Djinns (chamados em persa de pérís) e os humanos, sendo que os pérís que se submetem se tornam anjos e aqueles que se rebelam se tornam demônios.

No hierocosmo, a humanidade se divide em duas categorias: as pérís e os humanos adamíticos, sendo que as pérís obedecientes deixam este mundo como anjos e as rebeldes como demônios.