O sentimento de que o mundo inteiro se perderia em Muhammad, expresso por Rūmī no século treze, reflete a centralidade absoluta do Profeta na fé e na experiência mística islâmica.
Muhammad, o mensageiro de Deus, consolidou-se como o arquétipo ideal para o fiel, cujas ações e palavras são imitadas minuciosamente, desde a vestimenta até as preferências alimentares.
A biografia profética foi enriquecida por elementos lendários que lhe atribuem prodígios, como o diálogo com gazelas e a advertência de animais sobre venenos.
Na ausência de representações figurativas, a hilya — descrição caligráfica das qualidades físicas e espirituais de Muhammad — tornou-se um objeto de veneração comum nos lares muçulmanos.