UNO PARADOXAL E VERBO

ṬŌSĪ, Moḥamad ben Moḥamad Naṣīr al-Dīn; JAMBET, Christian. La convocation d’Alamût: somme de philosphie ismaélienne. Lagrasse Paris: Verdier Unesco, 1996.

* Nasîr Tûsî distingue dois “pontos de vista” sobre a realidade do Primeiro Princípio: o ponto de vista da origem e o do retorno.

* A noção de “ponto de vista” é capital, indissociável da meditação sobre o Real e funda o docetismo generalizado de Nasîr Tûsî.

* O docetismo consiste na doutrina da conhecimento segundo a qual tudo o que é enunciado é o “ponto de vista” tomado por aquele sujeito que enuncia, exprimindo sua realidade fundamental e não a realidade fundamental do que é enunciado.

* Do Real é possível dizer algo que, embora sendo “ponto de vista” tomado sobre Ele, esteja o mais próximo possível de sua realidade efetiva: Ele é pura espontaneidade de si mesmo.

* Entre o Princípio supremo (o Uno paradoxal), o Imperativo e a primeira Inteligência, não existe diferença comparável à que se encontra no seio da gradação dos existentes.

* Cada existente possui uma realidade efetiva (haqîqat), à qual Nasîr Tûsî opõe regularmente seu estado-de-relação (ezafî).

* A hierarquia do mundo do Imperativo e do mundo da criação, da substância e da relação, redobra-se da hierarquia do acabado e do incoatovo, do mundo da distinção e do mundo do semblante.

* O ismaelismo de Alamût determina a existência de três mundos (mundo do semblante, mundo da distinção, mundo ou estatuto da Unidade), correspondendo a três tipos de homens.