Precisando alhures seu pensamento, Proclus declara: “Os diversos lugares do Hades e os tribunais subterrâneos e os rios cuja existência
Homero e
Platão nos ensinaram não devem ser considerados como vãs imaginações ou maravilhas fabulosas. Mas assim como as almas que vão ao céu são distribuídas em diversas e variadas moradas para ali repousar, assim se deve crer que para aquelas que ainda têm necessidade de um castigo abrem-se lugares subterrâneos onde se infiltram em quantidade as emanações dos elementos supra-terrestres. São eles que se chamam 'rios' ou 'correntes'. Lá também classes diversas de demônios exercem seu império, uns vingadores, outros punitivos, outros purificadores ou por fim justicieiros. Nessa morada, a mais afastada dos deuses, os raios do sol não penetram, e ela está repleta de toda a desordem da matéria. Lá se encontra, guardada pelos demônios que asseguram a justiça, a prisão das almas culpadas, enterradas sob a terra” — Proclus, In Rempublicam, I, p. 121, 23-122, 15 Kroll