A pesquisa concentra-se na análise precisa de como e por que uma seita do mazdeísmo quase se tornou a religião predominante do império sob os Césares.
Abstenção de um quadro geral sobre a queda do paganismo ou das causas profundas do sucesso dos cultos orientais na Itália.
Ausência de investigação sobre a decomposição das crenças nacionais romanas ou das fases da luta entre a Igreja e a idolatria.
Foco restrito a um episódio da revolução religiosa envolvendo a influência do Irã no mundo greco-romano.
A história da Ásia anterior é dominada pela resistência mútua e hostilidade hereditária entre o mundo iraniano e o mundo greco-latino, o que impediu uma assimilação recíproca.
A religião dos magos influenciou a cultura ocidental em três momentos distintos, com destaque para a formação do judaísmo e da ortodoxia católica.
Disseminação de doutrinas cardinais do parsismo por intermédio de colônias judaicas em toda a bacia do Mediterrâneo.
Aceitação de conceitos iranianos pela tradição cristã ortodoxa em períodos subsequentes.
O mazdeísmo afetou diretamente o pensamento europeu após a conquista romana da Ásia Menor e a criação de um culto original por magos emigrados da Babilônia.
Avanço simultâneo da fé mazdeia pelos vales do Danúbio e do Reno até atingir o coração da Itália.
Eclosão de um duelo implacável pela dominação do mundo entre Ormuzd e a Trindade em dramas ignorados pela historiografia.
Atribuição de semelhanças rituais entre os rivais a uma paródia da santidade orquestrada pelo Espírito da mentira.
Derrota do mithriacismo perante o cristianismo devido à liturgia e teologia excessivamente asiáticas para o acolhimento do espírito latino.
Permanência inabalável do zoroastrismo no estado dos sassânidas, onde o cristianismo não obteve êxito.
A derrota de Mithra permitiu o surgimento do maniqueísmo como sucessor na ofensiva da Pérsia contra a resistência do império cristão ocidental.
Preparação da mentalidade europeia para uma nova fé vinda das margens do Eufrates com táticas diferenciadas.
Caracterização do maniqueísmo como um assalto sangrento que acabou por fracassar diante da força do Ocidente.
O mithriacismo possui importância histórica por preservar caracteres do antigo culto naturalista iraniano e por influenciar doutrinas cristãs e a organização política romana.
Auxílio na compreensão da reforma avéstica e na definição de conceitos sobre as potências infernais e o fim do mundo.
Tendência de transformação do césarismo em um califado durante o século III sob a influência do culto solar.
Paralelismo entre as cortes de Diocleciano e de Cosroes devido ao absolutismo fundamentado em teorias mazdeias sobre soberanos divinizados.
Permanência de sedimentos de crenças orientais e semíticas na consciência popular após o recuo do fluxo iraniano.
A investigação do mithriacismo apresenta dificuldades metodológicas pela escassez de registros escritos e pela dependência da interpretação de monumentos figurados.
Incerteza sobre o grau de representatividade do Avesta e de outros livros sagrados dos parsis em relação aos mazdeus ocidentais.
Analogia entre escrever a história da Igreja medieval dispondo apenas da Bíblia hebraica e de fragmentos esculturais românicos e góticos.
Necessidade de praticar a - arte de não saber - diante da dificuldade em elucidar detalhes do simbolismo das criptas.
Alcance limitado da exegese das imagens sagradas, que frequentemente atinge apenas graus de verossimilhança sem decifração rigorosa dos hieróglifos.