Os céus logo se obscureceram quando as primeiras “grandes nações” — França, Alemanha e Grã-Bretanha — entraram em cena, enquanto concomitantemente a história, pomposamente rotulada de “ciência histórica”, era institucionalizada e subia ao púlpito professoral.
Em 1905, o sociólogo Émile Durkheim observou, com algum desgosto, que era impossível analisar “a obscura e mística ideia” de uma “Nação” cientificamente; para Durkheim, a comparação tinha de ser construtiva — essencial para trabalhar sobre tipos sociais, de modo a destacar suas características comuns, contrastar seus respectivos sistemas e contextos, e então observar e analisar suas características invariantes.
Por volta de 1870, a ciência histórica forjou um tipo de história nacional e exclusivo, exaltando sua incomparabilidade em ambos os sentidos do termo: tal história era superior a qualquer outro tipo e, além disso, não podia ser vista comparativamente.
Foi nesse mesmo período do século XIX que apareceu uma cisão inicialmente insidiosa e depois definitiva, separando as sociedades ditas “sem escrita” das sociedades dotadas de escrita — e logo glorificadas por ela — escrita sem a qual, afirmava-se, não poderia haver “civilização.”