Para integrar semanticamente os dados, o mito utiliza a metalinguagem dos símbolos, operando por aproximações sucessivas para criar uma espécie de persuasão iluminante, à maneira da “intuição filosófica” descrita por Henri
Bergson — intuição nunca satisfeita pela expressão literária, que ela desfaz e refaz incessantemente para que a imagem persiga a imagem em redundâncias “sincrônicas” cada vez mais adequadas.