Quando o mito de Prometeu — bienfeitor da humanidade que obcecou com sua generosidade heroica todo o século romântico, segundo R. Trousson — perde o mitema importante da “beneficência” e retorna à figura de
Fausto — o sábio ávido de saber, de poder, de juventude —, pode-se falar de “mudança parcial”, um fenômeno que se percorre de Goethe a Gounod, Boito, Berlioz, até atingir, no Doutor
Fausto de Thomas Mann, a desumanidade dodecafônica e nazista no século XX.