Apolodoro narra uma história mais complexa, na qual os deuses fogem para o
Egito transformando-se em animais, Zeus é temporariamente derrotado e seus tendões são roubados por Tífon, sendo depois resgatado por Hermes e Egípan.
Após os deuses terem vencido os Gigantes, Ge, irada, uniu-se a Tártaro e gerou Tífon, um monstro enorme de forma mista.
Tífon atacou o céu, arremessando pedras flamejantes e expelindo fogo pela boca.
Os deuses fugiram para o
Egito, onde assumiram formas animais para escapar de sua atenção — todos exceto Zeus, que se manteve firme contra ele.
Num primeiro momento Zeus o bombardeou com raios à distância; depois avançou com uma foice adamantina com a qual feriu Tífon.
Tífon fugiu para o Monte Cásio, na Síria, e Zeus o perseguiu e lutou corpo a corpo, oportunidade em que Tífon o enredou em suas espirais.
Tífon tomou a foice de Zeus, cortou seus tendões e transportou o deus, assim reduzido à impotência, pelo mar até a Cilícia, onde o depositou na Gruta Coríciana.
Os tendões foram escondidos numa pele de urso, e a dragonesa Delfine ficou encarregada de guardá-los.
Hermes e Egípan — Pã Caprino — recuperaram os tendões e os restituíram a Zeus, que retomou o combate, montando seu carro e novamente arremessando raios.
Tífon fugiu para Nisa, onde as Moiras o enganaram com frutos efêmeros, prometendo-lhe que comê-los aumentaria sua força.
Ele refugiou-se então na Trácia, onde ergueu nova resistência e arremessou montanhas inteiras contra Zeus; os raios do deus devolveram todos os projéteis e ele perdeu muito sangue pelos ferimentos — daí o Monte Haimos, a Montanha Sangrenta, na Trácia.
Enquanto fugia pelo Mar da Sicília, Zeus lançou sobre ele o Monte Etna e assim o imobilizou definitivamente.