O amazonismo aparece assim como um complexo cultural resultante do núcleo das filhas dos homens pelo contato com os filhos de Deus, sendo o estado mais próximo, intrinsecamente — se não cronologicamente — do matriarcado puro, anterior às fusões culturais, e o mais próximo que nos é acessível.
Os Gargaréens desempenhavam junto ao grupo matriarcal do Termodon o papel de iniciadores e defloradores sagrados
O contato deles com as mulheres do amazonismo ocorria uma vez por ano, durante cerimônias religiosas — a união sexual possuía caráter sacrossanto e sucedia à liturgia iniciática
Todos os grandes heróis da antiguidade — Heraclés, Teseu, Belerofonte, Aquiles, Príamo, etc. — combatem contra as Amazonas, contra as mulheres que detêm o poder político, o comando militar e são soldadas
Esses combates dos heróis contra as Amazonas foram, não atos de guerra, mas ritos que se renovavam anualmente — a uma alta época, a guerra revestia forma ritual
Os heróis, jovens iniciados, desempenhavam o mesmo papel que os Centauros em relação aos Lápitas ou que os Sabinos em relação aos Romanos
Nada contribuiu tanto para degradar o conceito dos heróis antigos — como o dos Centauros, dos sátiros e dos lobisomens — quanto o fato de a função de deflorador sagrado ter cessado de ser compreendida, transformando esses seres, primitivamente muito santos e sábios, em criaturas lúbricas de instintos desencadeados