O nazireato (nazir) se relaciona às iniciações antigas, sendo o equivalente da hierodulia em muitos aspectos.
O nazir plenário (etnológico) se define como um homem que se consagra a Deus prolongando por toda a vida o período de preparação iniciática.
As restrições alimentares do nazireu continuam as muito mais duras que eram infligidas aos jovens neófitos.
Os cabelos, cortados em muitos povos durante as iniciações, quando deixados intactos sobre a cabeça do nazireu, tornavam-no um ser sacrossanto, sendo a cabeleira a marca de sua consagração a Deus.
O nazireato, como a hierodulia, nasceu do fato de a idade nupcial ter recuado pouco a pouco.
Distinguem-se duas classes de iniciados: os ordinários, que cortavam os cabelos e os ofereciam à divindade; os superiores (nazireus), que os conservavam intactos, tornando-se seres sacrossantos (sacerdotes, reis, druidas, feiticeiros).
A extensão do nazireato à época do nascimento, por voto dos pais, deu o nazireu plenário, que contou entre os personagens mais sagrados.
A cabeleira do nazireu, impregnada de energia divina, possuía efeitos maravilhosos, desaparecendo quando a navalha passava sobre a cabeça e reaparecendo à medida que os cabelos cresciam.